segunda-feira, 20 de outubro de 2014

HISTÓRIAS DE UMA PROFESSORA - PARTE 3

Meu primeiro ano de professora foi de grandes descobertas e o que mais me chamou a atenção foi ver a dedicação dos professores para com seus alunos, com os projetos, com o ensinar. Minha experiência com os pequenos foi encantadora. Muitas histórias, risadas, e muito carinho.
Um dia eu estava contando uma história que na minha avaliação era linda e encantadora, levei uma caixa grande e bonita de presente,  e de dentro dela saia os personagens ou objetos da história, as crianças fixavam os olhos da caixa todas as vezes que me aproximava dela: O que será que vai sair dali? Eu estava me achando A CONTADORA DE HISTÓRIAS, terminei. Havia conseguido a atenção deles durante todo o tempo, estava satisfeita comigo mesma. E fiquei ainda mais quando uma aluna levantou a mão. Pensei comigo mesma: Uau, tem até pergunta! Deixei ela falar: Tia, olha o meu sapato novo.
Minha cara de decepção foi nítida, a professora da sala deu risada e eu...

Eu elogiei o sapato lindo que ela estava calçando. kkkkk


sábado, 18 de outubro de 2014

PINTURAS DO TIAGO...

O Tiago, meu filho de 3 anos, meu marido Gustavo e eu estamos brincando de pintura, algumas tintas guache, pinceis, e folhas estão tomando conta das nossas tardes com muita criatividade, bagunça e tinta para todo lado.
Fotografei pedaços das pinturas do Tiago para mostrar a vocês.
TIAGO MEDEIROS BELETTE - 3 ANOS

TIAGO MEDEIROS BELETTE - 3 ANOS

TIAGO MEDEIROS BELETTE - 3 ANOS

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

HISTÓRIAS DE UMA PROFESSORA - PARTE 2

Em setembro de 2002 eu comecei a trabalhar em uma assessoria de imprensa. Estava me achando. Produzir textos, entrevistas, leituras, uau, eu estava amando. Trabalhava meio período e por isso tinha tempo para fazer outras coisas, ganhava pouco, mas não me importava muito com o $$. Em janeiro de 2003 recebi uma ligação inusitada. A coordenadora de um colégio particular em Campinas me ligou para saber se eu não queria dar aula de ética cristã para os alunos da educação infantil e ensino fundamental I. Disse que havia gostado do período que tinha trabalhado como contadora de história e aula era uma aula extra e tinha duração de 30 minutos. Pensei. Conversei com a minha mãe que me incentivou a aceitar. Estava trabalhando meio período e poderia conciliar os dois empregos. Aceitei a proposta!
Começa aqui uma aventura RADICAL no que chamo de minha vida de professora. A Educação tem algo que nos encanta, nos conquista, nos decepciona, faz a gente se auto avaliar, no leva a auto reflexão e a estudar muito.
Conversei com a coordenadora, ou melhor, coordenadoras, que me ajudaram a fazer planejamento, plano de aula, dinâmicas, escolher histórias, me ajudaram a sonhar e levar as crianças a sonharem também.
Quando entrei na sala de aula pela primeira vez, foi uma quarta série, hoje conhecida como 5º. Ano. Apresentei-me. Pedi para que eles se apresentassem, falei da disciplina. Contei uma história que eu a achei maravilhosa, fizemos uma atividade e havia passado 15 minutos, entrei em pânico. O que eu iria fazer com os outros 15 minutos, o que se faz em uma sala de aula, olhava no relógio de um em um minuto e o tempo não passava. O que é o tempo senão uma construção da nossa percepção e da ansiedade ou não na qual estamos. Ele voa ou para depende das nossas emoções.

Consegui escapar da primeira aula e ainda tinha mais 5 ou 6, já nem lembro mais...


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Histórias de uma professora

Hoje vou começar a publicar no blog minhas “viagens” na educação. Essas viagens vão desde a inserção na sala de aula, os momentos no corredor, no intervalo, os projetos extraclasses e o olhar diferenciado as viagens para que aquela experiência se tornasse uma “aula”.
Em dezembro de 2000 eu estava terminando a primeira faculdade. E eu estava imersa em uma sensação estranha de abandono. Não sabia o que fazer, onde procurar, o que encontrar e como agir. Eu tinha me arriscado na comunicação social, fiz jornalismo na PUC-Campinas. Foram quatro anos bem agitados e eu estava perdida. Agora que tinha terminado me sentia como alguém que havia completado uma tarefa que não sabia porque a fez, mas que tinha a obrigação de mostrar que sabia o que estava fazendo.
Nessa época eu trabalhava na Motorola e a minha percepção de certo e errado estava fora do eixo, até minha percepção de mim mesma estava atrapalhada e isso, é claro, trouxe consequências desastrosas para mim. Minhas emoções estavam abaladas, meus relacionamentos estavam estranhos e nada durava mais do que alguns dias ou horas e a falta de firmeza no que falava, fazia, e nos relacionamentos me deixavam abalada em relação a quem eu era, ao que poderia fazer, e como poderia conduzir minha vida daquele momento em diante.
Como não tinha mais  a proteção da faculdade, a asa dos professores, não poderia me esconder na ideia de universitária, eu precisa me virar e provar o que poderia fazer. Não estava segura, na verdade estava totalmente insegura. Me sentia um papelzinho de bala amassado jogado pela janela do carro, pois como não estava mais sendo usado para embrulhar a bala, não servia para mais nada a não ser lixo.
Fiquei o ano de 2001 todo sem saber muito bem o que fazer com a minha vida, trabalhando, terminando de pagar a faculdade e namorando.
No final de janeiro de 2002 fui demitida da Motorola, eles estavam passando por uma reestruturação e muitos funcionários  haviam sido dispensados, eu tinha pedido para ser um desses funcionários.
Montei meu currículo, e comecei a procurar emprego. 1 mês, dois meses, 3 meses, 4 meses, fui trabalhar em um “bico” como contadora de histórias no Shopping Iguatemi no mês de julho. 5 meses, 6 meses, 7 meses, 8 meses e o desespero era terrível...