sábado, 14 de janeiro de 2017

13ª parte - Uma nova vida invadiu meu coração

Uma nova vida invadiu meu coração

Domingo

            Cinco horas da tarde e uma correria, a família Lima não tinha o costume de sair no domingo à tarde, mas aquele dia foi atípico, todos iriam à igreja. Juliana estava muito feliz, os pais apreensivos, pois não sabiam o que poderiam encontrar por lá, e ainda teriam que buscar a Maria na casa dela. A Bia não poderia ir, seus pais não deixaram.
            - Vamos mãe, nós estamos atrasados, não podemos chegar tarde é muito chato.
            - Calma Juliana, eu estou terminando de arrumar seu irmão.
            Depois de toda correria, chegaram à igreja, eles foram recebidos muito bem, algumas pessoas vieram conversar com eles e em pouco tempo a família Lima estava mais a vontade na igreja.
            Aquele dia o pastor ministrou sobre a “Grande Comissão”
            - “Nós nos tornamos sacerdotes diante do Senhor, quando aceitamos Jesus, para anunciar as boas novas. O objetivo de estarmos aqui é de transmitir a glória de Deus às pessoas. O propósito de Deus é que sejamos luz no mundo e sal na terra.”
            Juliana ouvia as palavras e estava pensando, por que luz e sal? Por que tenho que transmitir a glória de Deus? Mas outra coisa chamou sua atenção na ministração:
            - “Mateus 28:18-20 nos ensina que devemos ir pregar o evangelho por todo o mundo. Temos que anunciar o evangelho na escola, no trabalho, no shopping, na academia. Em todo o tempo, em todo lugar, em qualquer situação pregai o evangelho”
            Desde que conheceu a Jesus Cristo, Juliana sempre teve o desejo de falar do amor de Jesus e de contar como havia sido transformada para todas as pessoas que ela gostava, mas falar dessa mudança e desse novo amigo para outras pessoas, em todo lugar ainda não tinha passado pela cabeça dela.
            Porém, não conseguia entender, como ela poderia ser luz e sal no mundo. Preciso falar com a Pâmela. Pensou.
            No final do culto os pais de Juliana estavam emocionados, a Maria tinha feito algumas perguntas no decorrer da palavra, mas muitas a Juliana não conseguia responder, prometeu que enviaria um e-mail para ela explicando tudo.
            Elas ficaram conversando, Maria falou que foi muito bom ter ido à igreja com ela e disse que estava feliz.
            - Ju, muito obrigada por ter me convidado para assistir sua peça. Eu precisava de algo diferente pra mim.
            - Eu fiquei muito feliz de te ver lá e de você ter vindo hoje conosco a igreja. Essa é a primeira vez dos meus pais também. Eu venho sozinha faz uns 7 meses.
            - Como você começou a vir à igreja?
            - Bom, é uma  história legal, vou te contar. No ano passado, estava muito triste, pois em casa só havia brigas, minha mãe vivia falando que eu não conseguia fazer nada certo, eu e o meu irmão brigávamos o tempo todo. Eu queria sair com os meus amigos e os meus pais não deixavam, cheguei até a sair escondida uma noite, mas quando voltei meus pais estavam desesperados me esperando. Fiquei de castigo um mês.
            - Nossa. Interrompeu Maria assustada.
            - É, estava tudo chato, eu não conversava muito com meus pais, quando tentava era só briga. Mas eu comecei a conversar um dia com o Daniel...
            - Daniel?! Os olhos da Maria brilharam ao ouvir o nome dele.
            Juliana sabia que ela estava gostando dele e vice versa, sorriu e continuou a história.
            - O Daniel é ... deixa pra lá... ele é legal e me ajudou muito. Ele me convidou para participar do devocional que acontece de quinta-feira no segundo intervalo na escola. Sabe qual eu estou falando?
            - Ah, eu sei. A Bruna tinha me falado que é muito chato, que vocês ficam falando sobre o que pode fazer e o que não pode.
            - Não Maria, não é bem assim. O devocional mudou a minha vida, quando o Daniel me convidou e falou que o pessoal orava, e estudava a bíblia, eu também achei muito estranho, e quis conferir para saber se era verdade. Até porque vindo do Daniel.
            - Por que do Daniel?
            - Ah Maria, acho que você já percebeu, ele é a atração na escola, convencido, fica com todas as meninas, e as meninas correm para os braços dele. E ele se acha o lindo. Juliana parou e viu que a face de Maria não era das melhores. – Me desculpa Maria, já percebi que gosta dele, mas o Daniel não é alguém pra gente gostar, só pra achar bonito.
            Maria sorriu. – pode continuar a sua história, amiga.
            - Bom, então eu fui com o Daniel para o devocional e naquele dia falaram exatamente sobre os problemas pelos quais eu estava passando com minha família e no final a professora que estava falando perguntou se alguém na sala gostaria de aceitar Jesus como Senhor e Salvador. A mesma oração que vocês fizeram ontem. Eu senti algo tão maravilhoso e disse para o Daniel que queria conhecer mais.
            - E foi assim que você começou a freqüentar a igreja?
            - Foi. O Daniel me convidou para ir à igreja no domingo, eu conversei em casa e meus pais deixaram, então os pais do Daniel foram me buscar. E eu amei esse lugar e não saí mais, tem uma pessoa que eu quero que você conheça.
            Juliana pegou Maria pelo braço e a levou até a Pâmela.
            - Oi Pam. Tudo bem?
            - Oi Ju, eu estou bem e você.
            - Tudo bem! Quero te apresentar minha amiga Maria.
            - Eu a conheci, ontem, Ju.
            - É verdade, você orou com ela.
            Maria e Pâmela se abraçaram, e logo se despediram, pois Pâmela tinha que conversar com outras pessoas. Então, Maria perguntou:
            - Ju, se o Daniel te trouxe para essa igreja, onde ele está?
            - Hum... acho que ele não veio hoje...
            - Por quê?
            - O Daniel é cheio de problemas, ele é uma boa pessoa, mas vive se metendo em confusão, e os pais dele são rígidos. Ah o pai dele é aquele homem que ministrou a palavra hoje.
            - O pai dele é o pastor? Maria ficou assustada em saber que o Daniel era filho de pastor.
            - Isso mesmo! Juliana sorriu e completou. – Mas ele não gosta muito desse título.
            - Que título?
            - De filho de pastor!
            As duas deram risada e os pais da Juliana as chamaram para irem embora. Deixaram Maria em casa e depois tomaram um lanche. Quando chegaram em casa, Bruno foi para o quarto e os pais da Juliana foram conversar um pouco com ela.






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