sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

12ª parte - Um lugar que eu quero estar!

Um lugar que eu quero estar!

Apresentação

            Às 11h30min a apresentação começou, todo o grupo estava ansioso e com medo de errarem alguma coisa, tinha uma boa platéia na praça, todos olhavam atentos a cada gesto, cada fala. Tudo era simples e ao mesmo tempo impactante. Alguns pararam o carro para verem o que estava acontecendo. Outros olhavam curiosos e logo iam embora, e algumas pessoas que andavam pela praça pararam para ver a peça até o final.
            Os pais da Juliana estavam assistindo, Maria também, e, mais alguns colegas da sala. Em alguns momentos eles choravam, em outros riam, mas eles estavam pensando, refletindo sobre o dia-a-dia da vida deles, o que eles estavam fazendo com ela, e qual era o propósito de tudo isso. Maria pensava na sua casa, o quanto ela ficava sozinha e não tinha alguém para aconselhá-la ou ajudá-la em coisas pequenas do dia-a-dia.
            Todos eles estavam procurando resposta, uma identidade, um caminho para seguir, mas não queriam uma vida qualquer, como todo mundo, eram adolescentes que desejavam ousar, mudar, mas não sabiam como. E as falas do teatro estavam tocando o coração, pois respondiam algumas perguntas que eles já tinham feito para si mesmos, mas não ousavam comentar com ninguém.
            O pai de Juliana estava encantado em saber que a filha fazia parte de tudo aquilo e a olhava falando palavras tão bonitas e fortes e começou a entender porque havia mudado tanto, estava mais atenciosa com eles, já não discutia e nem se rebelava quando ouvia um não.
            Já a mãe de Juliana não conseguia entender porque a filha demorou tanto para convidá-la a estar com pessoas tão maravilhosas e para ouvir palavras tão lindas e emocionantes. Ela queria abraçar a filha e agradecê-la por tudo aquilo e dizer que estava muito orgulhosa.
            Seu irmão estava achando estranho, em alguns momentos achava legal, pois ria das palhaçadas, mas em outros tinha medo e teve momentos que pensou: “A Juliana esta falando tudo isso, mas vive brigando comigo?”. Até que ele encontrou outro menino que tinha a sua idade e foi brincar. Os pais nem perceberam a ausência dele.
            E a Maria olhava tudo aquilo e sentia algo especial e estranho, muita coisa ela não entendia, mas estava gostando de tudo e muito emocionada, uma amiga da escola que também estava assistindo a peça estava inquieta e as duas estavam chorando.
            Ao final da peça uma pessoa do grupo de teatro pegou o microfone e falou:
            - Nós não somos atores, mas estamos representando isso para que vocês vejam e ouçam a palavra de Deus e entendam como é importante, ou melhor, essencial, termos Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador. Fomos criados para sermos eternos, porém o pecado nos separou de Deus e a morte começou a fazer parte da humanidade. Deus trabalhou de todas as formas com várias pessoas ao longo dos anos para restaurar o relacionamento do homem com Ele.
            Mas foi necessário enviar seu filho amado para viver no nosso meio e morrer no nosso lugar, Jesus não tinha pecado, mas morreu por mim e por você e hoje nós podemos ter livre acesso a presença de Deus.
            Na bíblia fala que se confessarmos com nossa boca que Jesus morreu para nos salvar, que somos pecadores e nos arrependermos, teremos a vida eterna e uma vida abundante aqui na terra.
            Se você foi tocado por essa peça é porque o Espírito Santo de Deus está agindo na sua vida, então gostaria de saber quem quer aceitar Jesus como seu Senhor e Salvador?
            Uma pequena multidão de pessoas levantou as mãos e estavam chorando tocadas pela peça e pelas palavras, algumas pessoas da igreja que estavam ali propositalmente para esse momento iam até elas para orarem, no meio da multidão estavam os pais da Juliana, quando ela os viu saiu correndo até eles e chorando os abraçou e explicou o plano da salvação e orou com eles.
            Pâmela pode perceber que perto dos pais da Juliana tinha duas meninas chorando e olhavam para eles como quem pedia para ser ouvida, ela foi até elas perguntou o nome e soube que eram amigas da escola onde Juliana estudava.
            Então ela perguntou se elas tinham alguma dúvida, elas ficaram sem jeito, não sabiam o que perguntas e mais uma vez a Pamela perguntou: vocês querem que eu ore por vocês? Elas balançaram a cabeça dizendo que sim, e as lágrimas corriam pelo rosto. Enquanto Juliana orava com os pais, Pâmela orava com as amiga dela. Realmente as pessoas estavam emocionadas, muitas era só um sentimento, mas em outras havia despertado algo que até então não sabiam que existia.
            Quando alguém toma uma decisão importante que será marcada por toda a vida e pela eternidade é inexplicável, mas decidir servir a Jesus e declará-lo como Senhor e Salvador é vital, é como pensar em alguém que estava em coma por algum tempo e volta a falar e andar, e agir por si próprio. É vida!
            Logo depois, Juliana pôde abraçar a Maria e a Bia, elas estavam felizes, mas ao mesmo tempo com várias dúvidas sobre a peça e até de algumas palavras que foram declaradas, principalmente pela própria Juliana. Ela, então, apresentou as amigas da escola para os pais que as convidaram para almoçar juntos. Juliana pediu para se retirar, pois queria se despedir dos amigos que tinham trabalhado com ela na peça.
            - Oi, Pâmela. Elas se abraçaram, Juliana estava chorando. Você viu que lindo, meus pais vieram assistir a peça e tomaram uma decisão muito importante. Eu não estou conseguindo me conter de tanta emoção.
            - Glória a Deus, Ju! Também fiquei muito feliz, e suas amigas também se decidiram em servir a Jesus.
            - Sério!? Nossa, quanta alegria. Valeu a pena toda oração, jejum, nossos ensaios. Estou muito feliz! Não esperava por tudo isso.
            Pâmela sorriu e abraçando a Juliana novamente disse:
            - Agora, Ju, você precisa convidar seus pais e as suas amigas para estudarem a bíblia, vir à igreja, pois é um tempo novo na vida deles. Eles precisam de ajuda, estar próximos de outras pessoas que também decidiram buscar a presença do Pai por meio de Jesus. Senão as coisas começam a esfriar e tudo o que sentiram, viveram e decidiram hoje vai se perdendo e indo embora com o tempo.
            Juliana olhou para ela assustada, não queria que o que havia acontecido se perdesse e se afastando um pouco, disse: – Eu vou fazer isso! Mas preciso da sua ajuda.
            - Pode contar comigo!
            Elas se despediram e Juliana foi almoçar com os pais e suas amigas. Mas antes tiveram que procurar o Bruno, não o encontrava em nenhum lugar. Ele estava brincando com um amigo, correndo pela praça. Depois de ouvir uma pequena bronca da mãe, do pai, da Ju, ele entrou no carro emburrado, até porque teve que sentar no colo da Juliana, pois as amigas dela iriam almoçar junto com eles.
            Durante o almoço, muita conversa, perguntas, novidades. Os pais da Juliana gostaram muito das amigas dela, e as meninas amaram os pais dela. Bruno ainda estava emburrado, comendo bem devagar, mas eles conversavam tanto que não pegaram no pé dele durante o almoço.
           
           


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