terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Amizade

Estou aprendendo sobre uma amizade que tem me feito chorar. Sempre me encantei com a amizade de Davi e Jonatas e sempre pedi a Deus um amigo como Jonatas, não percebia a imaturidade do meu pedido e também o meu egoísmo.
Queria alguém que renunciasse por mim, alguém que me defendesse, alguém que me ajudasse a fugir, que estivesse ao meu lado em todos os momentos. Davi precisava de um amigo como Jonatas... Mas eu...

Porém não é sobre os dois que eu quero falar, eu vou contar como a amizade de duas pessoas maduras na fé me impressionou, não estou fazendo nenhum estudo teológico, mas quero falar como essa história tocou o meu coração e o que eu aprendi com ela.

Barnabé e Paulo, e coloco o nome de Barnabé em primeiro lugar, pois me identifico com ele, tenho a personalidade muito parecida com a dele. Começo a falar um pouco desses dois personagens tão marcantes do novo testamento:

Paulo era perseguidor, consentiu com a morte de um discípulo de Jesus, firme nas leis e regras, e para que essas leis e regras fossem cumpridas matar as pessoas e prende-las era algo necessário. E Jesus o escolhe, fala com ele e o chama para um ministério grandioso.

Não sei bem quem era Barnabé antes de conhecer a Jesus, mas foi Barnabé quem ajudou Paulo a conversar com os discípulos, pois eles não confiavam em Paulo, foi Barnabé quem vendou propriedades para doar o dinheiro aos discípulos para repartirem com os que precisavam, e Barnabé era chamado assim porque ele era aquele que dava ânimo, pois o nome dele era José.

Barnabé e Paulo começaram uma amizade, pois Barnabé confiou em Paulo e o ajudou, defendeu Paulo aos discípulos.

Com o passar do tempo, eles oravam juntos, estavam juntos buscando a Deus eram profetas e mestres, eles receberam uma palavra, os dois juntos, Barnabé e Paulo, de que eles seriam enviados em missões e então os outros profetas e mestres que estavam orando e jejuando com eles impuseram as mãos e os enviaram para primeira viagem missionária dos dois amigos.

E eles levaram outra pessoa, o sobrinho de Barnabé, João Marcos (Marcos foi aquele que escreveu um dos evangelhos), João Marcos era jovem e não sabia o que o aguardava nessa viagem, então quando chegou em um trecho da viagem ele não agüentou, e voltou para Jerusalém.

E Barnabé a Paulo continuaram sozinhos... e sofreram muitas coisas...

Depois de terminada a viagem... Um tempo depois... Paulo fala a seu amigo Barnabé: vamos novamente ver como andam as coisas pelos lugares por onde passamos e evangelizamos?

E Barnabé aceita, pois quer fazer a obra, trabalhar e fica animado em fazer outra viagem ao lado do seu amigo, ousado e corajoso e que havia sofrido tanto para levar o evangelho. E Barnabé diz: vamos levar João Marcos conosco.

Então, diante dessa sugestão de Barnabé, Paulo entra em conflito com ele, pois Paulo não queria levar João Marcos, pois ele os abandonou da outra vez, mas Barnabé quer dar mais uma chance ao seu sobrinho e eles não se entendem e se separam...

Depois disso eles nunca mais voltaram a trabalhar juntos! Paulo estava certo em não confiar mais em João Marcos, mas Barnabé também estava certo em investir na vida do sobrinho, até porque ele (Marcos) continua o trabalho, evangelizando e levando as boas novas.

Paulo fez a viagem com outro amigo, Silas. Barnabé e João Marcos foram para Chipre, a cidade onde Barnabé nasceu.

Creio que os dois brigaram, discutiram feio, perderam a calma, eram humanos, como eu sou e você! Eles eram amigos de anos, haviam recebido palavras juntos, compartilharam experiências grandiosas. Barnabé defendeu Paulo, mas um estado emocional diante de convicções contrárias pôs fim ao ministério compartilhado que exerciam...

Dois homens que amavam a Deus, eram abençoados por Ele, e cheios de graça! Agora não estavam juntos, não iriam realizar o trabalho juntos...

E paro por aqui, pois a história dos dois me toca de forma surpreendente, chego a chorar quando penso que eles não ficaram juntos. A palavra mostra que algum tempo depois Paulo pede para enviarem João Marcos para ajudá-lo, então percebo que Paulo entendeu que o investimento que Barnabé fez na vida do sobrinho era algo necessário, mas não há nenhuma menção de que esses dois amigos voltaram a trabalhar juntos...

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