segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A finitude da vida


Alegrei-me tanto com o nascimento do meu filho que há dois anos e 9 meses celebro este dia com o mesmo entusiasmo do que a primeira vez em que o vi. Cada palavra, conquista, gesto, gíria, sorriso, choro, birra, é algo muito fantástico pra mim. Mesmo que não queria falar nisso, ou até pensar sobre isso, há um fim. Que espero, e peço a Deus, que não participe deste momento.
Tudo tem um fim, é a única certeza que temos do futuro, mas quando o fim chega...
Não celebramos o fim, não queremos o fim, como dói em um lugar que não há a possibilidade de chegarmos perto.  E mais uma vez participei deste momento triste... o fim!
Eu quero poder enfrentar isso de uma forma diferente, sem muito choro, sem muitas lágrimas, sem aquele ar de tristeza que paira os olhos... Mas não consigo. Chorei mais uma vez, sofri mais uma vez, doeu mais uma vez e mais uma vez preciso enfrentar e aprender a lidar com a ausência, com a saudade.
Quero aproveitar cada segundo ao lado de pessoas tão maravilhosas, quero amá-las ainda mais, quero viver intensamente de forma que, se, por um acaso, em algum momento, mais uma vez, o fim chegar, vai doer, vou sofrer, mas não me arrepender... vou chorar, ficar de luto... pedir pra voltar, me conformar... mas não tem outra forma, não vou me fechar para não sofrer, pois se fizer isso, vou morrer.
Enquanto o dia em que estarei ao lado de Jesus não chegar, viverei intensamente os dias que Deus me deu para viver!





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