segunda-feira, 4 de março de 2013

Filosofia



Filosofia de tão belas formas,
De tão belo conteúdo.
Precisas tu de amantes,
Dos mais longínquos:
Platão, Descartes, Locke,
Todos te amaram, conseguistes teu objetivo.
Foste colocada no pedestal.
Foste aclamada como a base fundamental.
Foste premiada com o  titulo de fundacionista.

Seu canto os induziu a isto?
Ou de tão cegos de amores por ti, o exaltaram?
Mas um homem veio
Um homem cujo teu canto
Não o deixou em êxtase.
Seu canto fora barrado.
Rorty não o aclamou como base,
Igualou-a ás outras ciências.

Ele mudou o pensamento.
No mesmo patamar agora estão,
Metáfora ele usou, como aqui as uso.

“Traiu-te”

Tem ele como amante a Metáfora.
O projeto vosso de encantar os homens,
e fazer-se da maior ciência, com ele foi barrado.

Rorty clama a ti.
Para seres a libertadora
E não mais amante.
Deve você Filosofia agora
Ajudar-nos a chegar a Evoluídas práticas.

Com o uso publico da razão
Com sua complacente voz, dizes tu:
Aceite a livre discussão.
Faça-a como base para a orientação.
Eu relaciono tudo.
Estimularei os súditos á criatividade.

Aplaudam a intersubjetividade,
Não busquem a absoluta verdade.
Façais a livre discussão.

E assim após suas palavras
O mundo fez-se.
Fez-se sob a forma de relatos
Linda imagem vejo desta gênese mundial.

Manifesto-me aqui:
Indague! , disse a filosofia.
Professor, Pesquisador.
Eu quero que vossos alunos entendam-me.

Por isso adeque sua linguagem
Não use a formalidade lógica,
Pobre ela é.

Mas rica a Metáfora faz-se.
Eu Filosofia vos falarei:
Não me julgue como fundacionista.
Não gosto.
Abra meu mundo aos alunos
Use-me para lindos e belos
Alternativos discursos.



 Olsen Barg

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