segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Mais profundo...


Faz tempo que não faço uma reflexão profunda de tudo o que está acontecendo na minha vida, o tempo toma conta do nosso tempo  e as horas vão embora não deixando espaço para pensar, imaginar, refletir, pensar e sonhar.
Mas me dei ao luxo de tirar alguns minutos para escrever o que vem queimando em meu coração, e essa mensagem é para mim, se você gostar e quiser adotá-la, fique livre, um texto é assim, podemos compartilhar, partilhar, dissecar, multiplicar...
Desde muito pequena tive a plena convicção da brevidade da vida, não tinha medo da morte e muito menos de mortos, entendia que nem eu, nem ninguém poderíamos ser eternos e sabia que a qualquer momento ou eu ou as pessoas a minha volta poderiam partir sem se despedir...
Não serei tola em afirmar que, por saber e entender isso, não ficava angustiada... acho que a angústia em minha vida era até maior do que nas outras pessoas, pois as pessoas ficavam alienadas quanto a este fato: a morte. E por isso faziam tantas besteiras, tantos estragos!
Mas uma coisa aconteceu comigo, que hoje aos 33 anos me dou conta e o Espírito Santo tem tratado o meu caráter: meus relacionamentos não eram tão profundos, daqueles que você vai até o fundo da alma e está tão próximo que a mudança da respiração é sentida em segundos. Eu amava as pessoas, eu as tinha por perto, eu as ouvia, mas eu não deixava que me conhecessem. Como um mar eu só permitia que chegassem ao raso, não deixava irem mais profundo, pois não queria que se envolvessem ao ponto de sofrerem por mim.
Porém, por me mostrar assim, tão forte, ou tão sem problemas, e por não me deixar ser conhecida, alguns me estraçalharam... me destruíram... me fizeram chorar muitas noites, me magoaram profundamente com a indiferença, com o abandono sem explicação...
Pensei comigo mesma, fiz tudo errado, quem eu amava e considerava como “pessoas tão próximas”, nem ao menos se deram ao trabalho de me explicar porque foram embora...
Eu revirei minha alma procurando respostas, eu fui atrás, mas só piorou...
Então deixei  de lado e resolvi fazer outras coisas, dar novos rumos e hoje em uma simples conversa com o meu Padrasto que recebeu o milagre da vida mais uma vez, pude perceber que eu preciso deixar algumas pessoas chegarem no fundo do mar... mesmo sabendo que elas irão embora, que vão me deixar e que a dor será muito maior assim... mas se eu não deixar algumas pessoas conhecerem minha alma em profundidade não terei vivido plenamente...
Talvez e só talvez doesse menos encarar a morte de pessoas amadas se elas não se aprofundassem na minha alma... mas valeria a pena?
Vai doer, vou sofrer, sentirei saudades tão grande que chegarei a chorar de soluçar, mas vou permitir que entrem, sentem-se, vivam, comam, conheçam, vou permitir que me conheçam... Mais uma vez o amor incondicional de Deus me surpreende e me transforma! É realmente um amor sem limites.
Dedico esta postagem ao meu marido que me conhece profundamente... e as pessoas que deixarei que me conheçam, amigas, irmãs...

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