terça-feira, 2 de agosto de 2011

Despedida


Minha mãe me falou várias vezes, me alertou com o jeito doce e discreto dela, não me obrigando, mas me dando um toque. Eu percebi que aquele aviso era sério e que deveria ouvir o conselho dela e agir rápido.
Mas...
Fui pra casa, esqueci o assunto, em alguns momentos do dia ou da semana relembrava, mas fui trabalhar. Cuidar do meu filho, fui pra igreja, fui descansar e não fui visitar uma pessoa tão especial e amada.
Minha mãe me avisou que ele estava doente e que perguntava por mim... eu senti que deveria ir vê-lo e relembrar os velhos tempos, e ouvir as história de quando ele era mais jovem e eu uma criança.
Agora, hoje, recebo a notícia que ele já não faz mais parte deste mundo, disse um adeus silencioso, da mesma forma que viveu: simples, amável, leal, sincero, amigo, um homem honesto, assim ele se foi. E eu não fui vê-lo...
Isso não é uma homenagem, não é um sermão, nem chega perto de uma cobrança.
Isso é o que meu coração está sentindo agora, esta vivendo, sofrendo, silencioso, tentando reprimir a angústia, o arrependimento.
Mas, Ele não pode fazer isso, precisa se derramar, chorar, clamar pelo perdão do Pai, esse é o meu coração.
E para deixar registrado, marcado, eu falo: Seu Aparecido, obrigada pelo amor, pelo carinho, por tudo que me ensinou e por se lembrar de mim!

02 de agosto de 2011

Lara Cristina de Medeiros Belette

2 comentários:

  1. Muito obrigada pelas palavras tão doces e confortantes prima! Fica em paz e tenha certeza que meu vô tinha um grande carinho por você e sua familia. Ele compreendia as dificuldades que o dia-a-dia dispõe para todos nós, e principalmente uma mulher, mãe, filha, trabalhadora, cristã... Não fique chateada por não ter ido ve-lo, mas alegre-se por que ele estava alegre e confiante em Deus a todo o momento.
    Tenho certeza que ele está face a face com Deus, porque meu vô era fiel a palavra.
    Abraços.

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