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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Despedida


Minha mãe me falou várias vezes, me alertou com o jeito doce e discreto dela, não me obrigando, mas me dando um toque. Eu percebi que aquele aviso era sério e que deveria ouvir o conselho dela e agir rápido.
Mas...
Fui pra casa, esqueci o assunto, em alguns momentos do dia ou da semana relembrava, mas fui trabalhar. Cuidar do meu filho, fui pra igreja, fui descansar e não fui visitar uma pessoa tão especial e amada.
Minha mãe me avisou que ele estava doente e que perguntava por mim... eu senti que deveria ir vê-lo e relembrar os velhos tempos, e ouvir as história de quando ele era mais jovem e eu uma criança.
Agora, hoje, recebo a notícia que ele já não faz mais parte deste mundo, disse um adeus silencioso, da mesma forma que viveu: simples, amável, leal, sincero, amigo, um homem honesto, assim ele se foi. E eu não fui vê-lo...
Isso não é uma homenagem, não é um sermão, nem chega perto de uma cobrança.
Isso é o que meu coração está sentindo agora, esta vivendo, sofrendo, silencioso, tentando reprimir a angústia, o arrependimento.
Mas, Ele não pode fazer isso, precisa se derramar, chorar, clamar pelo perdão do Pai, esse é o meu coração.
E para deixar registrado, marcado, eu falo: Seu Aparecido, obrigada pelo amor, pelo carinho, por tudo que me ensinou e por se lembrar de mim!

02 de agosto de 2011

Lara Cristina de Medeiros Belette

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Lembranças XVIII

Quando eu fiquei sabendo que iríamos nos mudar da Herveira PR. para a Cidade de Campinas SP. Fiquei abalada por um tempo, é claro que a idéia de ir para uma cidade grande me atraía, mas ao menos tempo me assustavam, os amigos que cultivei durante 10 anos, a escola, o lugar que era tão conhecido e tão familiar. Tudo ficaria pra trás e eu sabia bem que não voltaríamos mais. Uma noite antes da mudança, os nossos amigos foram até em casa, que já não tinha mais nenhum móvel, e fizeram uma despedida, um homem, que agora não lembro o nome dele, que tocava violão na igreja, puxou as cantorias. Cenas que ficaram marcadas na minha mente e que fazem os sentimentos aflorarem quando lembro são:
- Meu pai subindo em um banco para falar com aquela multidão em casa e se despedindo de todos em lágrimas.
- Meu tio (irmão do Pai) chorando falando que iria sentir muita saudade
E no final o homem do violão puxou essa canção
Já está chegando a hora de ir
Venho aqui me despedir e dizer
Em qualquer lugar por onde eu andar
Vou lembrar de você
Só me resta agora dizer adeus
E depois o meu caminho seguir
O meu coração aqui vou deixar
Não ligue se acaso eu chorar
Mas agora adeus
Só me resta agora dizer adeus
E depois o meu caminho seguir
O meu coração aqui vou deixar
Não ligue se acaso eu chorar
mas agora adeus

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