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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Lembranças XVII

Herveira, 1987 - Paraná
Em uma noite de lua cheia, estávamos sentados na varanda de casa, quando fui pegar o violão para o meu tocar uma moda de viola! Ele não tocava bem, mas nós nos divertíamos cantando... depois de cantarmos muito...   Ele nos contava uma história:
“Em uma noite, quando eu estava saindo da casa da sua mãe, nós namorávamos ainda, eu estava indo pra casa, passava pelo pasto, e por uma ponte, eu carregava um revolver na época, quando cheguei perto da ponte. Estranhei por demais um toco parado no meio dela... então fui me aproximando devagar, com arma da mão e então, quando estava chegando bem perto... Eita lasqueira... duas orelhas saíram do toco e começaram a balançar, atirei, nem pensei duas vezes e toco saiu voando” AAAAHHHH.... éramos eu e os meus irmãos gritando. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! Como a gente podia acreditar numa história dessa...

sábado, 14 de maio de 2011

Lembranças XI

Em Herveira nós presenciávamos muitas tempestades. Uma foi muito marcante pra mim, era férias de final de ano. E muitos parentes do meu pai estavam nos visitando. No final da tarde começou a chover e ventar  e isso aconteceu rapidamente, de repente nossa casa começou a destelhar, minha mãe colocou a gente debaixo da mesa, nós chorávamos muito, entrava barro, terra, água dentro de casa e as telhas começaram a cair. Quando o vendaval passou, a tempestade acalmou, fomos encontrar um sofá da minha tia que ficava na varanda no meio da plantação. A caminhonete do meu tio amassada devido a uma pedra (granizo) que caiu sobre ela e várias casas destelhadas... depois ríamos muito, pois eu a Liliane e o Tarcísio ficamos escondidos embaixo da mesa, como se lá nada iria acontecer com a gente! Minha mãe tem medo de chuva e ela chorou bastante! No outro dia todos os homens da casa estavam arrumando telhado, buscando coisas que haviam sumido e organizando a vida novamente!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Lembranças X

Em 1984, minha família mudou-se de Cruzeiro do Sul para a Cidade de Campina da Lagoa (Herveira). Lá Tudo era muito diferente. A terra era vermelha, não tínhamos água encanada, o banheiro era fora
de casa (mictório), o chuveiro era aquele que parece um balde com um chuveirinho que a gente abre e fecha, lembro que minha mãe esquentava água para colocar nesse balde e assim a gente tomava banho.  Mas o mais difícil eram os ratos. Minha casa não tinha forro, conseguíamos ver as vigas do telhado e a noite, quando íamos dormir, víamos os ratos andando sobre as vigas, Lembro-me que chamava a minha mãe chorando, falando que estava com medo de dormir...
Como tínhamos que buscar água na mina, nós (as crianças) ficamos doentes, dor de barriga, diarréia...
Eu não sei quanto tempo tivemos que viver assim, mas não demorou muito para a luz elétrica chegar e a água encanada também.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Lembranças VIII

Quando eu tinha 5 anos, o Tarcisio 1 e a Liliane 5 meses minha família mudou-se de Cruzeiro do Sul para um sítio na Herveira. O Sitio tinha 12 alqueires de terra, um rio cortava os fundos da propriedade, tinha um pomar, com vários pés de mexericas, laranja, goiaba, ameixa, pêssego e limão.
Nesse sítio, a minha família, a família do Tio Cidinho e Tia Cida e mais tarde a família do Tio Lourival e Tia Benedita moravam lá. Tínhamos uma vizinha próxima a D. Lourdes, seus filhos se chamavam Angelita, Ednéia e Luiz (conhecido como Luizinho) a D. Lourdes era viúva, foi a primeira vez, que eu me recordo de ter conhecido alguém que não tinha o marido, que era viúva, a D. Lourdes fazia uma cuca... hum... maravilhosa. Eu gostava muito de tomar café na cada dela.
O Sítio onde morávamos ficava a 1 km da cidadezinha, mas eu achava muito longe... meu pai trabalhava na roça e a tarde quando ele apontava longe no carreador com seu chapéu de palha, calça jeans, camisa e botina, às vezes com a inchada nas costas eu e os meus irmãos íamos correndo ao encontro dele gritando: Papaie, Papaie, papaie rsrsrsr. Um dia minha mãe estava fazendo uma surpresa para o meu Pai, era aniversário dele e no fim da tarde quando ele estava chegando em casa, saímos ao encontro dele gritando papaie e a Liliane disse assim pra ele: pai a mãe está fazendo uma surpresa para o Senhor, mas a gente não pode falar nada... demos muitas risadas naquele dia, que se eu não me engano terminou com o meu pai tocando moda de viola e contando alguns causos...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Lembranças VII

Coisas que eu gostava e sonhava quando criança:


Eu gostava de brincar de casinha em cima de uma árvore








Me sentia muito feliz colhendo algodão – colhia uma arroba (aproximadamente 15 kg) por dia.


Sonhava em comer marmita na roça 10 horas da manhã


Desde que tenho 9 anos sonhava em escrever um livro, amava ler os livros da caixa de papelão da escola – chamada de biblioteca – escrevi uma história chamada Homem de Papel, quando tinha 10 anos e vendi por 10 cruzeiros rsrsrsr. Escrevia poemas e vendia todos...


Sempre tive o sonho de conhecer o continente Africano, minha mãe me falava que isso não era sonho que eu tinha que ir para a França. Rsrsrsr


Queria erradicar a pobreza... só de lembrar dos barracos de lona da Herveira... eu começo a chorar.


Amanhã tem mais histórias... beijos

sábado, 23 de abril de 2011

Lembranças

Olá Pessoal, vou começar uma série nova no Blog, vou falar das minhas aventuras na cidade de Cruzeiro do Sul e na cidade de Herveira, as duas ficam no Paraná, a Herveira não é bem uma cidade é um subdistrito de Campina da Lagoa... igual a Sousas aqui em Campinas. Se você for procurar essa cidade no mapa sinto informar que não vai encontrá-la. KKKKK
Cruzeiro do Sul PR


Bom, meus alunos conhecem algumas dessas histórias e eles me pediram para escrevê-las, então aí vou eu...

Nasci no dia 25 de abril de 1979, nasci de fórceps, tenho uma marca na testa próximo ao olho esquerdo, quando eu era pequena minha mãe sempre dizia que eu tinha nascido a ferro... e na minha grande imaginação ficava pensando como os médicos fizeram para me tirar na barriga da minha mãe com um ferro DE PASSAR ROUPA. Rsrsrsrs

Minha avó Rosa Marassati Pereira sempre me contou uma história: quando você nasceu, Lara, seu pai foi te ver no berçário e disse assim: mãe, todos os bebês nascem tão feios e a Lara é tão bonita, é o bebê mais lindo que eu já vi. – todos riram do seu pai, e ele falou sério” . Eu achava um máximo essa história e acreditava mesmo que eu era o bebê mais bonito... depois que eu descobri que todos os pais acham seu filhos os mais lindos. Kkkkk

Bom vou parar bom aqui, amanhã tem mais...


Gente é muito engraçado kkkkk

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