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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

As sete irmãs, Lucinda Riley.



Conheci um dos livros da Lucinda Riley pela minha amiga de profissão Lucia Armellini. Trabalhávamos em uma escola, erámos professoras e a vi lendo um livro e me encantei pela capa e nome, então ela me emprestou. Uau, que leitura, que história, que viagem!

Como disse a ela que tinha amado o livro, ela me emprestou mais um, As sete irmãs - a história de Maia, de Lucinda Riley. Comecei a ler o livro e me encantar pela história, cheguei a mandar um e-mail para a Lucinda perguntando quando sairia o próximo livro, pois queria saber o que aconteceu com cada uma das irmãs.

Bom, para você entender o livro, ele conta a história de uma saga familiar cujo  pai, Pa Salt, adotou 6 meninas de lugares diferentes e elas foram cuidadas por Marina em uma casa isolada às margens do lago Léman, na Suíça. Pa Salt é muito misterioso, e eu não vejo a hora de saber quem é ele e tenho uma teoria (apesar de neste livro começar com a morte de Pa Salt e é por isso que todo o enredo começa a ficar muito interessante) eu acho que ele não morreu... Ah!!!!!

Mas vamos lá, neste livro você vai conhecer a história da filha mais velha Maia. Pa Salt antes de partir deixou para as seis filhas dicas sobre o passado de cada uma. Maia, abalada pela morte do pai e também pelo reaparecimento súbito de um antigo namorado, decide seguir as pistas de sua verdadeira origem -  uma carta, coordenadas geográficas e um ladrilho de pedra-sabão –, que a fazem viajar para o Rio de Janeiro. Lá ela se envolve com a atmosfera  da cidade e descobre que sua vida está ligada a uma comovente e trágica história de amor que teve como cenário a Paris da belle époque e a construção do Cristo Redentor. E, enquanto investiga seus ancestrais, Maia tem a chance de enfrentar os erros do passado – e, quem sabe, se entregar a um novo amor.

O Mais top deste livro é conhecer a história da construção do Cristo Redentor e como a Lucinda consegue reunir informações histórias a uma ficção fantástica. Adorei!


#dicadaLara

sábado, 11 de novembro de 2017

Vamos participar de uma promoção?

Quem gosta de livro coloca o dedo aqui, que já vai fechar e não adianta chorar. 

Pessoal, eu estava aqui pensando com os meus botões, amo livro, amo ganhar livro que tal conhecer as pessoas que também gostam de livros e melhor ainda ganhar livros... por isso resolvi fazer a promoção. E claro de queda ganhar mais seguidores do blog... hahahaha.

Vai ser assim, comenta a postagem falando eu querooooo. Clica para seguir o blog e compartilha essa postagem no face, vou realizar o sorteio no dia 11 de dezembro e não fique preocupado ou preocupada se você mora no Brasil, mandarei o livro pelo correio, mas somente no Brasil, ok!
Bom, agora vamos ao que mais interessa na promoção. O que eu você vai ganhar?

Um livroooo.

Muito longe de casa – Memórias de um Menino-soldado
Ishmael Beah

Editora: Companhia das Letras


#promoção

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Uma dica muito especial! Os da Minha Rua.

Estou terminando de ler um livro de um angolano Ondjaki, que livro divertido e leve. Uma leitura agradável e que leva a uma narrativa usando a oralidade, reconstruindo o universo da infância e o correr da vida em Luanda.

Teresa Sá Couto, escreve que com os personagens do livro, as “crianças” o autor constrói quadros narrativos belíssimos, emotivos, sinestésicos, mas também críticos sociológica e politicamente: deles emerge Angola com os resquícios da guerra e a psicologia da esperança, uma jovem nação que está a aprender a viver como as crianças que a contam.

O nome do livro é “Os da minha rua”da editora Linguagem Geral.


Sobre o autor:
Ondjaki nasceu em Luanda, em 1977. É romancista, contista e às vezes poeta. Também escreve para cinema e correalizou um documentário sobre a cidade de Luanda (Oxalá cresçam pitangas – histórias de Luanda, 2006) (https://www.youtube.com/watch?v=En8rugU5KTk).

É membro da União dos Escritores Angolanos. Alguns livros seus foram traduzidos para o francês, espanhol, italiano, alemão, inglês e chinês.


#DicadaLara

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Dica da Lara - Um lugar na Janela de Martha Medeiros

Um tempo atrás estava procurando um livro de boa leitura e leve, sem aqueles romances trágicos, chorosos, uma leitura que me fizesse passar o tempo, mas que aprendesse alguma coisa. Encontrei o livro da Martha Medeiros, tem o mesmo sobrenome que o meu me chamou a atenção! O livro se chama um Lugar na janela, relatos de viagem. Que livro gostoso, divertido e te faz viajar coma Martha para os lugares onde já foi. Todos os relatos são reais e foram escritos com cuidado para o leitor perceber as peripécias que ela viveu e por onde ela passou.

A Martha está inserida nas história e nos leva a viajar com ela para os lugares: Europa, Japão, Chile, Peru e viver as aventuras que ela viveu. Vamos nos aventurar e viver com a Martha na leitura deste livro.

Boa viagem!




#DicadaLara

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Quando você voltar – Dica de livro!

Galerinha linda que ama ler. Olha essa dica de um romance maravilhoso e emocionante!

Quando você voltar de Kristin Hannah fala sobre um casal que está passando por uma crise, estão há 12 anos casados e o relacionamento não está indo bem. O casal, Michael e Jolene tem duas filhas, ele advogado, mergulhado no trabalho, não dá atenção às duas filhas, ela militar, cuida da carreira, da casa e das meninas.

Mas Jolene é convocada para a guerra. Deixa as filhas com o marido. Vai para o Iraque.
Isso mudará para sempre a vida de toda a família!

Como toda a guerra tem um preço, Jolene acaba sendo protagonista de uma tragédia. E Michael precisa encarar seus medos mais profundos e travar uma batalha em nome da família.

Quando li o livro,  chorei. Chorei pela dor, chorei pela perda, chorei pelas meninas, pelo Michael, pela Jolene, chorei, pois em proporções menores ou maiores nos vemos na história, e história boa é aquele que conta sobre você.



Essa é a dica de hoje.


Beijos, beijos!!!!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Sonhos Despedaçados - Dica

“Todos nós poderíamos aprender a voar.
Mas há um problema, um peso foi amarrado aos nossos calcanhares e andamos de um lado para o outro com uma corrente presa às nossas pernas, uma corrente ligada a uma bola de chumbo que arrastamos conosco aonde vamos, O peso dessa bola torna impossível voarmos.
A corrente pode ser quebrada e, na verdade, já foi. Agora, precisamos passar pelas experiências de quebrantamento que nos fará sacudir a perna e ver a bola rolar para longe”.

Esse trecho faz parte do livro Sonhos despedaçados de Larry Crabb. Quando li este livro pela primeira achei perturbador, pois ele veio para mudar os paradigmas e me mostrar a verdadeira essência de quem eu sou. Mas passamos por momentos de grande escuridão em nossas vidas e as dúvidas são inevitáveis, a desilusão também. Então, quando chegou o momento da escuridão, eu o li novamente e fez a diferença, fez sentido, realmente as mudanças eram necessárias e os meus sonhos deveriam ser despedaçados para então construir o que realmente importa.

 Eu indico este livro às pessoas que estão desiludidas, sem esperança. Indico as pessoas que estão muito seguras de si mesmas. Indico aqueles que acham que não precisam de nada, de ninguém.

Lembro quando uma amiga minha passou por uma perda trágica e foi um tempo muito difícil para ela, lembrei deste livro e emprestei. Creio que a leitura do livro a ajudou a iniciar um processo de renovar a esperança e viver novamente.

O Dr. Larry Crabb, autor do livro, é fundados da New Way Ministries. Tem doutorado em psicologia Clínica pela Universidade Illinois (EUA), tendo trabalhado como professor do prestigiado Regente College, do Grace Theological Seminary e, desde 1989, da Colorado Christian University.


Boa leitura!

Sonhos despedaçados, Larry Crabb, editora Mundo Cristão.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Muito longe de casa

As memórias de Ishmael Beah, um menino soldado, são memórias de um dos fenômenos mais estarrecedores do século XX. Fala sobre guerra, perder a família, perder a identidade, perder a noção dos valores, fala sobre perder a vida.

Ishmael Beah escapou aos doze anos de um ataque de rebeldes, perambulou pelo interior de Serra Leoa. Foi aliciado pelo exército do governo e, além de vítima, torna-se algoz. Ele passou parte da infância e da adolescência matando sob o comando de adultos e fugindo da morte.  Quando lançou o livro ele tinha 25 anos e faz um relato de uma experiência impactante.

Com este livro você entra em uma história que é desconhecida para boa parte da população mundial, te ensina e te sensibiliza.



#FicaaDica

Link do vídeo em que Ishmael Beah fala a CBS News.

https://www.youtube.com/watch?v=f8tmevYFf4I

terça-feira, 1 de agosto de 2017

"Um livro maravilhoso." The Guardian

“Bruno fechou os olhos por um instante e sentiu os pingos lavando-lhe o corpo. Quando tornou a abri-los, não estava de fato marchando, mas sim sendo arrastado junto com o grupo de pessoas, e tudo o que podia sentir era a lama cobrindo o seu corpo...”

O Menino do Pijama Listrado de John Boyne.

Você gosta de ser envolvido em uma história que trata sobre valores de uma forma singela e simples? O livro o Menino do Pijama Listrado é assim. Muito bem escrito e retrata uma história que nos faz pensar sobre como o ser o humano pode beirar a idiotice em nome de política, a burrice em nome do poder. E mostra como as crianças nos ensinam a verdadeira amizade, o que realmente importa e como devemos viver.

Para os professores, este livro é maravilhoso para trabalhar com os adolescentes, eu falo pelas aulas de filosofia e sociologia.

Trabalhar os temas ética, valores morais, as relações humanas  com a introdução do livro e depois mostrando o que alguns filósofos falam sobre o tema seria uma boa alternativa para debates e discussões em sala de aula de forma mais contundente.



#FicaaDica

Boa leitura!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Um livro muito especial para mim: Pés como os da Corça em Lugares Altos de Hannah Hurnard

Tem um livro que eu fui tocada na alma quando o lí, ele se chama Pés como os da corça nos lugares altos. É um livro pequeno, escrito pela missionária Hannah Hurnard.



Hannah Hurnard nasceu em 1905 no Reino Unido e morreu em 1990 nos  EUA. Sua biografia é muito parecida com a história que há no livro Pés como os da Corça em Lugares Altos. Mas ao ler sobre ela percebi que no final de sua vida muitas ideias e teorias que se diferem do cristianismo original começaram a fazer parte da vida dela. Quando Hannah escreveu este livro vivia  intensamente uma vida dedicada ao Senhor.



O Livro é um alegoria contanto a jornada dos filhos de Deus em busca da sua presença.
Singelo e belo, toca a alma e nos leva a entender o amor incondicional de Deus Pai.




#FicaaDica

sábado, 29 de julho de 2017

Um livro para aprender e entender - Diário de Guantánamo

Olá pessoal, tudo bem com vocês. Vou pedir pra vocês me ajudarem a divulgar o blog, por favor! Pediria para mandar nos grupos de whats, no seu face e outras redes sociais.
Obrigada!

Gente, é o seguinte esta semana vou falar de livros e eu amei ler,  são livros que nos fazem entender o mundo e também sorrir, viver... para aqueles que amam ler, sabem do que eu estou falando. E hoje vou começar com DIÁRIO DE GUANTÁNAMO, os detentos e as histórias que eles me contaram, de Mahvish Rukhsana Khan da editora Larousse.



Vou começar pelo título, o que é Guantánamo?

A Baia de Guantánamo fica em Cuba, América Central. Possui uma área de 116 km2. A Ilha é arrendada desde 1903 para os Estados Unidos da América e lá funciona a prisão de Guantánamo, onde estão encarcerados prisioneiros acusados de ligação aos grupos Taleban e Al-Qaeda.

Depois dessa introdução vamos ao livro. O Diário de Guantánamo conta a história de muitos prisioneiros naquele lugar, muitos deles são afegãos e iraquianos, a história que vamos conhecer neste livro não nos revela um prisioneiro sórdido,  terrorista, mas pessoas comuns que foram levadas para aquele lugar sem um julgamento. Pais, avôs, filhos, irmãos encarcerados sem perspectiva de viverem novamente a liberdade.

A Autora Mahvish Rukhsana Khan é um advogada americana, nascida no estado de Michigan, nos Estados Unidos, de pais afegãos. Ela ficou indignada com a detenção ilegal de prisioneiros na Baía de Guantánamo. O Livro conta a história dela procurando evidências para livrar os prisioneiros daquele lugar, o que a ajudou foi a fluência na língua pachto e a familiaridade com os costumes e a cultura afegã.

Os prisioneiros se tornaram seus amigos e ela começou a se perguntar se Guantánamo realmente guardava os inimigos mais perigosos dos EUA.

Bom, não quero que você leia este livro para odiar um país e amar outro, mas o que vemos é uma pessoa empenhada em oferecer a cada um dos prisioneiros daquele lugar um julgamento justo.

Olhar para os povos com cultura diferente da nossa sem a máscara do preconceito e da ignorância nos faz ir além de nós mesmos e entendermos, mesmo que em pequena parte, como tudo funciona.

Boa leitura!



Segue um link para você poder comprar este livro



#FicaaDica

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Dica de leitura para as crianças e projeto para a sala de aula

Olá pessoal, como vocês estão?

Hoje vou falar sobre dois livros muito interessantes para serem lidos às crianças e também podem servir para belos projetos na sala de aula.

O primeiro livro fala sobre Seguir Regras: Buzby a abelha desobediente, do Max Lucado. Esse livro consegue mostrar para as crianças a importância das regras no nosso dia-a-dia e o quanto podemos sofrer quando decidimos por não segui-las.


Eu montei um pequeno  projeto para nortear aquelas professoras que precisam de ideias para a produção em sala de aula segue abaixo:

Projeto

Tema: Regras

Objetivo: Ensinar às crianças a importância das regras no convívio social.

Introdução: As regras para as crianças, geralmente são chatas e elas não veem sentido em muitas delas. Algumas crianças optam por obedecer para poder agradar, mas não porque entendem o porquê. Outras simplesmente não seguem as regras e acabam sendo tachadas de chatas, bagunceiras etc.
Por isso, trabalhar esse projeto com as crianças é muito importante.

Estratégia:

ð  Ler o livro Busby A abelha desobediente em uma roda e ir mostrando as ilustrações do livro para as crianças.
ð  Conversar com as crianças sobre o livro, Busby é legal? O que vocês acharam das atitudes dele? Busby sempre fala da história que é o Rei das Abelhas, por que ele fala isso?
ð  Pedir com antecedência para s crianças trazerem de casa um rolo de papel higiênico vazio.
ð  Faça com as crianças uma abelha (uma para cada criança) veja a foto:


ð  Fale para elas que a abelhinha estará na nossa mesa durante uma semana para nos lembrar da importância das regras.
ð  Agora monte com as crianças as regras ou combinados para que eles possam ter uma boa convivência na sala de aula, no pátio...
ð  Escreva as regras em um cartaz e cole algumas abelhas para lembrar as crianças da história e do porque das regras estarem ali, e porque devemos segui-las.


O Segundo livro é Hermie a lagarta comum. Este livro é de uma leveza e pode ser usado para trabalhar as diferenças na sala de aula, trabalhar a questão do bullying, trabalhar com as crianças o quanto cada uma é realmente importante e tem suas habilidades especiais.

Uma dica seria trabalhar em conjunto com as aulas de ciências, falar sobre a metamorfose que a lagarta sofre, as fases para então, se tornar uma borboleta.

Para este livro vou deixar que a leitura dele aguce a criatividade.



Um abraço galerinha.
#FicaaDica

terça-feira, 4 de julho de 2017

Dica de Leitura para as crianças: A Zeropeia

Este livro é mias do que especial, ele deveria ser lido para todas as crianças, todos os adultos.
Muitas vezes, ou sempre, somos bombardeados com palavras, insinuações, gestos, canções, filmes que nos falam o tempo todo que somos errados, que nosso cabelo está errado, nossas roupas estão erradas, nosso andar, nosso falar, nosso rosto, nosso corpo, nos olhamos no espelho e não conseguimos amar a nos mesmos, pois tudo em nós está errado, fora do lugar, não é perfeito como os outros dizem, como a moda dita, como a mídia anuncia.

Geralmente vemos crianças infelizes, adolescentes destruídos em sua auto imagem, vemos adultos correndo atrás do vento. Todos insatisfeitos porque ouvir, ou viu de alguém que eles não estavam certos, que precisavam mudar alguma coisa para então serem felizes.

Que armadilha ficam cada dia mais infelizes!

Este livro é uma resposta a tudo isso, A Zeropéia foi escrito por Herbert de Souza, o Betinho e ilustrado pela Bia Saslgueiro e conta a história de uma centopeia muito sorridente que vai andando com suas muitas patinhas por aí e encontra esses amigos que dizem, pra que tantas patinhas... você seria melhor se...

A solução a Centopeia terá que encontra dentro de si mesma.

Um livro de leitura obrigatória!

#FicaaDica
Confira:


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Dica de leitura e projeto para as crianças – Maria-Vai-Com-As-Outras

No ano de 2008 eu dava aula de Ética Cristã para as crianças da Educação Infantil e a dinâmica era sempre ler uma história e realizar um projeto, uma atividade sobre a história. E a história escolhida foi Maria-Vai-Com-As-Outras de Sylvia Orthof. Essa história é muito conhecida, e queríamos (eu e coordenação) que as crianças entendessem que precisamos tomar as nossas próprias decisões, sem ficar o tempo todo agindo porque o amigo fez...

O projeto:

Leitura do livro: Maria-Vai-Com-As-Outras

Roda de leitura – encenação da história para as crianças.

Atividade para fixar a história: Trazer de casa uma meia branca

Enrolar a meia e fixá-la em uma folha de papel e pedir para as crianças desenharem uma ovelha, usando a meia como o corpo da ovelha.

Pedir para as crianças contarem o que mais chamou a atenção na história e mostrar o desenho para os amigos.

Depois faça uma exposição da produção das crianças colocando pedaços da história Maria-Vai-Com-As-Outras de Sylvia Ortof.


#FicaaDica


domingo, 2 de julho de 2017

Dica de livro infantil: Quero Nascer de Novo

Este livro o meu filho ganhou do meu irmão Tarcísio e da minha cunhada Aline. Eu estava grávida da Manuela e eles deram este livro para o meu filho Tiago que tinha acabado de completar 6 anos.

É um livro lindo, cheio de sensibilidade para lidar com as crianças que são ou serão irmãos (ãs) mais velhos.

Assim que ele ganhou o livro eu comecei a ler para ele e o Tiago gostou muito. As ilustrações são lindas. Vale a Leitura!


#FicaaDica


sábado, 1 de julho de 2017

Livro Infantil: Uma leitura para os pequenos – Eu e as Sementinhas

Eu comecei a me aventurar, e realmente foi uma aventura e ainda é, na educação em 2003 como contadora de histórias. Até hoje sei muitas histórias infantis de cor!

Mas hoje quero falar de um livro infantil muito especial, é um livro que adquiri em 2006 quando estava fazendo pós-graduação na Puc-Campinas de Educação e Psicopedagogia. A autora do livro fez pós comigo, uma mulher simpática e muito amorosa.

O livro se chama: Eu e as Sementinhas.  A autora é a Aparecida Diniz.



Este livro tem uma leveza e graça em suas palavras para contar as crianças como chegaram aqui na terra. Vale a pena a leitura e vale muito a pena contar essa história para os pequeninos.

#FicaaDica





segunda-feira, 26 de junho de 2017

Gente... Olha isso!

Bom, para entenderem a empolgação preciso contar a história desde o início, e o início está em 2015 e eu estava dando aula de filosofia para uma turma de 2ª série e os alunos foram desafiados a entregar uma produção sobre  ética e um grupo de alunos (todos primos) entregaram um vídeo maravilhoso onde mostrava imagens (da família) e retrataram o tema RACISMO.
Assista.

https://www.youtube.com/watch?time_continue=4&v=x8comMaLMKc


Bom, uma das alunas, Tuani Ximenes, lançou este ano um livro com seu avô Rubens Lelis Ximenes, ele escritor, autodidata, músico, escultor, restaurador/encadernador de livros, segundo sua apresentação no livro e ela uma aluna maravilhosa, youtuber, e para o meu espanto ilustradora. Ela ilustrou o livro do avô, que coisa mais sublime... em tempo que se debate o abismo geracional, vemos um encontro maravilhoso em uma obra que já estou lendo e logo, logo conto para vocês sobre este livro:

Dois Cabras de Lampião: Corisco e Labareda. De Rubens Lelis Ximenes.
Ilustrações: Tuani Ximenes Ferreira


Até mais pessoal! Agora preciso ler...

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Você já leu Persépolis?

Eu li. Amei!

Em 2009 eu estava em uma livraria, porque eu não saia de dentro das livrarias, e encontrei Persépolis.  Gostei e comprei. A leitura foi maravilhosa, fiquei fascinada pela história contada e desenhada pela Marjane Satrapi. Que história?! Pensei. E hoje depois de alguns anos, estamos em 2017 (vai que alguém lê este artigo em 2020, preciso situar a pessoa) estou eu escrevendo sobre persépolis, e por quê?

Porque é uma ótima oportunidade para você que está ficando doido com tantos acontecimentos loucos em nosso país poder ter uma visão diferente de outro lugar e que passou e passa por problemas políticos bem sérios.
Porque a história da Marjane Satrapi nos motiva a agir e ir além das nossas possibilidades.

Dá uma olhada na sinopse:


Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.
Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares.
Em 
Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama - e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.

www.companhiadasletras.com.br - Persépolis



segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

11ª parte - Salvação!?

Salvação!?

A decisão mais importante

            Cinco horas da manhã o despertador tocou no quarto da Juliana e ela já estava acordada ansiosa com a apresentação. No último ano havia se acostumado a se ajoelhar ao lado de sua cama assim que despertava para agradecer a Deus por aquele dia e pedir que o abençoasse. Com bastante ansiedade pediu as bênçãos Dele e proteção, pediu a Deus que os seus amigos pudessem ir à praça para assistir a peça e para que eles tomassem a decisão. Seu coração batia forte e acelerado, havia um misto de medo e alegria.
            No dia anterior tinha combinado com sua mãe para levá-la até a igreja, ela precisa estar lá às 6 horas. Assim que se levantou foi direto para o banheiro e às 5:30 já estava pronta, sua mãe estranhou tamanho entusiasmo da filha e como ela estava feliz, mesmo acordando as 5 horas da manhã. Elas tomaram café e Juliana mal conseguia engolir os pedaços de pão que levava a boca, d. Mirian achou tudo muito diferente, mas estava animada com a alegria da filha. Sem demorar as duas estavam no carro. Juliana estava com pressa.
            No carro a mãe de Juliana perguntou:
            - Do que fala a peça que vocês vão apresentar?
            Sem saber direito o que falar ela responde - De Jesus.
            Há um tempo de silêncio, quando a mãe voltou a perguntar novamente.
            - Você gosta de ir a essa igreja?
            - Gosto muito mãe e, se você não ficar brava, poderia te pedir uma coisa?
            - Claro que pode.
            - Vá assistir à peça. Vai começar às 11 horas, e eu ficaria muito feliz se você, o pai e o Bruno pudessem ir. Juliana terminou de falar e estava esperando um não quando se surpreendeu com a resposta da mãe.
            - É claro que nós vamos estávamos esperando você nos convidar.
            - Sério!?
            - Eh!
            - Que legal! Foi a única coisa que conseguiu responder, pois ficou sem reação com a resposta.
            Como por impulso, ela abraçou a mãe com muita alegria e lhe deu um beijo.
            - Então até as 11.
            Saiu do carro e entrou na igreja dando um aceno de despedida para sua mãe.
            Juliana precisou chegar mais cedo na igreja para ensaiar, arrumar as roupas, fazer maquiagem e levar todos os equipamentos para a praça. E também tiveram um tempo de oração pelo evento que estavam organizando e para que as pessoas que vissem pudessem sentir o amor de Jesus por elas. Depois da oração Juliana tuitou “Estou muito feliz, Deus é maravilhoso!”








quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

10ª parte - Não perca as oportunidades

Não perca as oportunidades

Shopping

            Juliana foi a primeira a chegar ao ponto de encontro. Ficou lá uns cinco minutos e logo começou a chegar os colegas da sala. A Bruna, a Camila, o João, o Cláudio, o Jonas, a Bia, o Léo, a Janaina, o Lucas e a Ana, esta estava organizando uma comemoração no sábado à noite em uma pizzaria para o aniversário dela.
            Depois de 20 minutos esperando, todos que tinham combinado estavam ali, menos o Daniel.
- Alguém sabe do Daniel?  Perguntou a Juliana.
            O pessoal olhou para ela, não sabiam responder. Ninguém sabia dele. Tentaram ligar no seu celular, mas ninguém atendia. Então a Juliana resolveu ligar na casa dele.
- Alô! Quem fala?
- Ana Maria.
- Oi dona Ana Maria, é a Juliana, tudo bem?
- Oi, Juliana, tudo bem e você como está?
- Eu estou bem. Obrigada. Eu gostaria de saber se o Daniel está aí.
- Ele está sim, Juliana, vou chamá-lo. Ela deixa o telefone sobre a mesa na sala e vai até o quarto chamar o Daniel. Ele já tinha ouvido o telefone e quando a mãe chegou para falar que a Juliana queria falar com ele, foi pronto em dizer.
- Não quero falar com ninguém.
            Ana voltou para o telefone e disse a Juliana que o Daniel não queria conversar. Juliana perguntou se ele não iria ao Shopping e ela respondeu que não, pois ele estava de castigo.
            Juliana desligou o telefone olhou para turma e disse que o Daniel não viria, todos perguntaram o porquê, mas ela não falou nada, só disse que a mãe dele tinha atendido ao telefone e respondeu falando que o Daniel não viria ao Shopping.
            Maria olhou para Juliana e percebeu que tinha algo errado, mas não quis perguntar na frente de todo mundo. Ela ficou triste, pois viu como Daniel tinha ficado animado com esse passeio e também porque poderia conversar mais com ele. Quando estavam indo para a fila do cinema comprar ingressos Maria ouviu duas meninas da sala conversando.

- Que chato! Eu vim aqui hoje só por causa do Daniel, tinha até enviado um e-mail pra ele, pra gente conversar.
- Hum! Chato mesmo né amiga.
- Ele é um gatinho neh!
- É verdade ele é muito bonito! Eu já te falei que eu fiquei com ele na festa...

- Maria.
- Oi.
- Você não vai comprar? Pergunta Juliana.
- Vou sim, desculpa. Enquanto pegava o dinheiro para pagar a entrada ao cinema, ficou pensando na conversa, “então Daniel tinha um encontro com outra menina”, pensou. Ela não entendeu, ou melhor, entendeu sim. Todos aqueles e-mails durante a semana. Como ela não percebeu que ele era famoso entre as meninas.
            Depois de comprarem os ingressos foram para a fila que estava se formando para entrar na sala onde iria passar o filme. Enquanto esperavam Juliana começou a falar com Bruna sobre a peça de teatro que ela e os adolescentes da igreja iriam apresentar no sábado. Bruna parecia estar interessada em assistir a peça.
            - Maria, você não quer ir amanhã assistir também?
            - Oi?
            - Hoje você está longe, hein... ri Juliana.
            Maria dá risada e fala – Parece que estou mesmo, Mas o que você falou?
            - Perguntei se você não quer assistir a peça de teatro amanhã.
            - Que peça?
            - Você não me ouviu falando para o pessoal da sala?
            - Acho que não.
            - Então, vou apresentar uma peça de teatro amanhã na praça perto da rua Tavares, vai ser muito legal. Vai lá assistir.
            - Acho que eu vou, não tenho nada pra fazer amanhã. Que horas?
            - Às 11 horas da manhã. Depois nós vamos almoçar juntas.
            - Ah, gostei, eu vou sim.
            Eles começaram a entrar para a sala, entregaram os ingressos, as duas foram conversando e a Bruna estava por perto, e tão logo encontraram um lugar legal para se sentarem a Maria perguntou.
            - Você faz teatro?
            - Faço sim, e eu gosto muito. Responde Juliana toda feliz.
            - Que legal! Deve ser por isso que você é toda descontraída e descolada.
            Juliana da risada. Maria iria fazer outra pergunta, queria saber onde ela fazia teatro, mas não deu tempo, o filme iria começar. Todos se acomodaram, alguns deram gritinhos, outros riram, mas rapidamente todos estavam quietos para assistir ao filme.


            Depois do filme o destino era comer um lanche, estavam todos com muita fome. Juliana se despediu de todos, falou que estaria esperando eles no outro dia para assistirem a peça de teatro e disse que iria comer em casa.
            Maria deu um abraço nela e falou que estaria lá para assistir a encenação. Depois que Juliana foi embora Maria conseguiu conversar com quase todos, foi um momento gostoso, ela soube um pouquinho da vida de cada um e falou sobre ela também. Todos ficaram entusiasmados quando ela falou que estava planejando uma viagem.
            E ela contava com brilho nos olhos, os detalhes, por onde gostaria de passar, o que gostaria de fazer em cada lugar. Falou do acordo com seu pai sobre passar no vestibular e que já conhecia várias pessoas nos lugares aonde queria ir, ela disse que  conversava com o pessoal da “Europa” pelo skype, MSN, e-mail e muitos ela havia adicionado no Twitter. Nesse momento trocaram link do facebook, twitter, e-mail e MSN. Toda aquela galera escrevendo sem parar nos celulares as informações que estavam recebendo e logo a Bruna viu que o Daniel havia tuitado e pelo jeito ele não estava legal.
            Depois do lanche alguns casais se formaram e foram dar um passeio pelo shopping, e ficaram na mesa conversando a Maria, o Jonas, a Bia, o Léo e a Janaina. Ela descobriu que o Jonas ama tocar bateria, que a Bia adora falar e falar e falar e parece que a história dela não tem fim; a Janaína era mais quieta, mas muito amável e as duas conversaram bastante, pois a Janaína também tinha um sonho ela queria ser cantora, ela tocava violão, teclado, e tinha uma voz linda, deu até uma amostra para a galera que estava na mesa.
            Descobriu, também, algumas coisas sobre o Léo, ela o achou muito bonito e simpático, porém não gostava de falar sobre si mesmo, ele conseguia conversar sobre tudo, conversou com a Maria sobre a viagem, os lugares que ela queria conhecer, se entendeu muito bem com a Janaína e deu dicas de músicas e músicos para ela ouvir. E ficou por muito tempo ouvindo as histórias da Bia até tentou manter um diálogo, mas foi em vão.
            O que Maria achou estranho foi que apesar da longa conversa com o Léo, não ficou sabendo sobre nada, ele não contou nada sobre a vida dele. Onde mora, o que faz, do que gosta. Mas achou ele legal!
           



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

9ª parte - A intenção do coração deve ser correta

A intenção do coração deve ser correta

Pedido de desculpa?
           
            A primeira semana de aula da Maria na nova escola caminhou bem. Juliana manteve a rotina: computador, estudos, irmão mais novo e TV. Daniel continuava de castigo, algumas brigas, estudo e mandando e-mail para Maria. E ela estudando e sonhando com a viagem. E precisava estudar muito, pois chegou na escola bem na semana de provas, no final do primeiro bimestre, estava bem perdida, mas Juliana a ajudou muito.
            Na sexta-feira o clima na escola estava descontraído, nenhuma prova e os alunos estavam combinando de ir ao Shopping, tomar um lanche ou dar uma volta, ou assistir um filme. Todos estavam bem empolgados, até convidaram alguns professores para saírem juntos.
            Daniel era o mais animado para sair na sexta-feira à noite, mas sabia que teria que enfrentar o Pai para sair do castigo, ele iria apelar para a mãe, era uma saída. Ele queria ficar o tempo necessário para se divertir e é claro, conversar com a aluna nova.              Já a Juliana não poderia voltar tarde pra casa, pois no sábado de manhã tinha um compromisso com alguns amigos da igreja, eles iriam apresentar uma peça de teatro na praça. Ela convidou a turma toda para assistir, uns falaram que tinham outra programação, outros disseram que não sabiam se iriam e outros confirmaram presença.
            Maria estava alegre, pois essa seria a oportunidade de conhecer os colegas da classe fora da escola, ela poderia fazer novas amizades e se enturmar mais com a galera da sala de aula. Combinaram às sete horas na entrada principal do shopping.
Na frente da escola tinha algumas meninas combinando o que iriam usar, outras falando sobre os paqueras atuais e outros tentando arrumar carona para irem e voltarem do shopping, pois sem carona não teria negociação com os pais.
            É claro, sempre tem aqueles que não podem por diversos motivos, “ minha mãe não deixa” , “ não posso, tenho que estudar”, “estou sem grana” e assim vai. Mas parecia que dessa vez todos estavam bem empolgados e vamos dizer que 90% dos alunos do 2º ano do colégio Estudar estariam no shopping.
            Para Daniel essa seria a chance dele conversar com Maria, para Juliana uma ótima oportunidade de se aproximar de alguns e falar sobre seu maior tesouro, para Maria o lugar certo para fazer novas amizades.
            Esses três tinham motivos para sair sexta-feira à noite.
            Daniel foi para casa  e em todo o caminho veio pensando como falaria com o pai, almoçou primeiro e depois arriscou uma conversa. Além do shopping sexta, no sábado iria ter o aniversário da Ana e o pessoal iria aproveitar para comemorar. A situação não era nada boa para ele, mas tinha que arriscar. Então foi conversar com o pai na esperança de conseguir uma concessão ao castigo.
- Pai. Chamou-o meio desconfiado, até porque tinha ficado a semana toda sem conversar diretamente com ele, as poucas palavras que trocaram foram tudo bem, oi e mais nada.

 - Fala Daniel. O pai estranhou a aproximação do filho e esperou para saber o que ele queria.

- É... é que... Daniel não sabia como começar, estava com medo.

- Fala logo Daniel. Respondendo de forma irritada.
A mãe do Daniel, Ana Maria, estava na cozinha preparando um lanche para a família  e ouvindo a conversa do filho com o pai.
- É que eu queria pedir desculpas por aquele dia, da maneira como eu falei com você e tudo mais, eu estava pensando em outra coisa, me alterei um pouco. Falou meio sem graça, até porque ele sabia que iria pedir outra coisa em seguida e não sabia como o pai iria reagir ao pedido de desculpa, depois que soubesse que ele queria sair à noite.

- Está perdoado. Houve uma pequena pausa. Daniel ficou feliz, já estava quase saindo quando o pai começou  falar novamente.
- Mas está na hora de mudar algumas coisas em casa. Daniel olhou para o pai, pensando o que deveria mudar e até sentou na poltrona perto da cadeira dele.
Ana Maria saiu da cozinha enxugando as mãos em um guardanapo de pano e foi ouvir as mudanças que seriam propostas pelo Miguel.
- É o seguinte Daniel, a partir da próxima semana você vai ajudar na igreja, vai ajudar a concertar as coisas por lá, fazer serviço de banco, limpar e outras coisas que aparecerem por lá, você já vai fazer 17 anos e já está na hora de ter mais responsabilidades. Ele falava olhando para os papéis que estavam sobre a mesa.

- Mas, eu tenho que estudar pai. Contestou e ao mesmo tempo olhou para a mãe que estava em pé sem dizer uma palavra.

- Você vai trabalhar três vezes por semana e 3 horas por dia, não vai atrapalhar os seus estudos e dessa forma vou começar a te dar uma mesada. Pr. Miguel estava tranqüilo e já tinha planejado isso com a esposa que aprovou a idéia.

- Mesada! Isso animou ao Daniel, pois sempre que precisa de dinheiro tinha que pedir ao pai e a conversa era longa.
            Fez-se dois minutos de silêncio, até que o pai falou - Concorda? Daniel pensou o que poderia responder, ele queria muito sair à noite e sabia que se estragasse alguma coisa seus planos iriam desabar e respondeu.
- Tudo bem, eu aceito. Como se estivesse resolvendo a sua vida naquele momento.
- Que bom, começa na segunda-feira. Afirmou o pai que continuou olhando para os papeis.
            Daniel continuou sentando na poltrona ao lado do pai, por mais dois minutos, até que o pai se virou e perguntou:

- Tudo bem? Quer falar mais alguma coisa?

- Não, quero dizer, quero. É que todos da sala vão ao shopping hoje...

            O pai começou a entender o pedido de desculpas...
- E eu queria saber, se é possível, assim, se não tiver problemas, de sair do castigo e ir lá hoje?
            O pai ficou olhando para o Daniel e muito decepcionado, tirou os óculos, olhou bem para o filho, abaixou a cabeça, inspirou o ar profundamente, depois se levantou, foi até a cozinha, passou pela esposa, olhou para ela incrédulo e pegou um pouco de água, voltou e olhou para o filho que estava ansioso por uma resposta.

- Por alguns minutos eu fiquei orgulhoso de você, pensei que estava fazendo a coisa certa, mas não...

- Não, pai eu...

- Não me interrompa, só escute... O Senhor Miguel falou baixo e devagar e seu rosto ficou vermelho.
            Daniel percebeu que havia estragado tudo, ele ficou pensando na turma, no cinema, no lanche e na Maria. Tinha prometido para todos que iria, até tirou sarro daqueles que falaram que não iriam porque os pais não deixariam e agora não iria pelo mesmo motivo.

- ... você está de castigo Daniel, e você não escutou nada do que eu falei. O pai suspirou e falou uma última frase.

- Espero que você aprenda que pedir perdão não é pedir favor, é um arrependimento genuíno, verdadeiro e não somente para conseguir algo em troca. Terminou, e não falou mais nada, ficou olhando para o Daniel esperando alguma reação.

            Daniel se levantou olhou para o pai com raiva, depois para a mãe que ao se calar estava concordando com tudo e sem dizer nada foi para o quarto, bateu a porta o mais forte que podia e ficou lá, mudo, até sua mãe chegar. Depois de meia hora a mãe de Daniel foi até o quarto para conversar com ele.
            - Daniel. A mãe o chamou.
- Oi mãe. Abrindo a porta para ela entrar.
Ela entrou, deu uma olhada no quarto. – Precisamos arrumar essa bagunça, Daniel.
- Mãe, a senhora não veio aqui para falar da minha bagunça!
- Também. Não estou falando somente da bagunça do seu quarto Daniel, mas da bagunça da sua vida. O que está acontecendo? Você está brincando com Deus, com seu pai. Estou ficando...
- Mãe, chega! Se quiser me ouvir e me ajudar, tudo bem. Agora, se você veio para me aplicar um bonito sermão, sobre Deus, e etc. Não quero ouvir. Já tenho os meus problemas que são muitos. E pelo o que percebi você já sabia do plano do papai, pois se não soubesse teria falado alguma coisa na sala.
- Muitos problemas... ela balançou a cabeça, ela sabia que era hora de deixá-lo sozinho e saiu do quarto.
            Daniel ficou muito mal, nunca tinha falado assim com sua mãe, sabia que ela era uma pessoa sensata que sempre ouvia suas reclamações, mas dessa vez ela estava do lado do pai. Na verdade Daniel não conseguia ver os erros sucessivos que vinha cometendo ultimamente, ele se defendia o tempo todo e queria alguém do lado dele para apoiá-los nas decisões.
            No quarto ele ficou um tempão ouvindo música pelo MP3, depois foi para frente do computador, havia vários e-mails falando do passeio ao shopping, mas ele não queria ler nenhum deles. A única coisa que conseguiu escrever foi um twitter: que droga de vida.
Durante a semana tinha conversado bastante com a Maria por e-mail, ele falou sobre os colegas de classe, ela disse como era a escola onde estudava, ele contou sobre seus pais, mas omitiu a informação de que ele era pastor e ela contou sobre sua família.
            Uma das informações sobre a família de Daniel deixou Maria muito interessada, a irmã de Daniel estava nos Estados Unidos, estudando. Mas como esperado, não disse o que ela estava estudando.
            A irmã de Daniel, Mariana, estava estudando teologia, ela tinha aulas de dança, música e estudava muito a bíblia. Daniel sabia que a irmã tinha um dom para as artes. O irmão de Daniel era casado e então falou pouco sobre ele para Maria.

            Depois da desastrosa conversa com seu pai, e de conseguir ver os e-mails, percebeu que tinha recebido um e-mail da Maria e de mais 5 meninas que queriam conversar com ele e estavam perguntando se poderiam ter um tempo de bate-papo no shopping. Mas ele não respondeu nenhum.

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