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sexta-feira, 22 de julho de 2011

“O AMOR DE DEUS ME ALCANÇOU!” parte 3

Alexia, filha da Angélica! Lindas!

Durante os seis primeiros meses de gestação, eu praticamente só vomitei! Mas a gestação em si foi tranquila, após o sexto mês os enjôos passaram e lembro-me de ter ido à escola até um dia antes do bebê nascer.
Lembro-me da consulta onde pude ouvir pela 1ª vez o coraçãozinho do bebê, da mistura de sentimentos que senti, estava feliz, mas ao mesmo tempo angustiada. Lembro-me também do dia em que fiz a primeira ultrasson, logo soube o sexo do bebê: uma menina! Lembro-me do dia da internação, do hospital, de quem estava lá comigo, da anestesia (para mim foi o pior de tudo, pois não senti nada depois, não senti dores da cesariana, apenas uma pequena infecção em um dos pontos, que logo cicatrizou).

Tantas coisas foram acontecendo durante os nove meses que resolvi ficar na casa dos meus pais quando o bebê nascesse, e foi o que fiz. Depois de algum tempo, percebi que estava sempre sozinha, cuidando de um bebê. Eu tentava a qualquer custo realizar o sonho de me casar, de sermos uma família, mas isso não aconteceu. Depois de dois anos o relacionamento afetivo já não era o mesmo, várias coisas aconteciam e eu fui ficando cada vez mais sem esperança, entre muitas idas e vindas, mágoas, traições, terminamos o relacionamento. Isso doeu muito em mim, pois eu o amava, eu deseja de todo coração estar com ele. Quanto sofrimento, quanta dor, quanto choro...eu deixei de sonhar, deixei de me amar. O que me ajudou a ser forte foi aquele pequenino ser, que, mesmo sem entender, sem nada saber, me deu tanta força! Foi o que não me deixou cair.
Em uma dessas idas e vindas, eu fui levada por ele a uma igreja evangélica (até então eu nunca soube que ele algum dia freqüentou uma igreja). Lá, aceitei ao Senhor e depois de algum tempo, me batizei. Não tinha muito entendimento e o que fiz foram correntes e mais correntes de libertação, eu queria a qualquer custo a restauração do nosso relacionamento, mas não entendia a perfeita vontade de Deus. Nesse período, eu trabalhava no centro da cidade e fui transferida, a meu pedido, para trabalhar em outra loja, da mesma rede, só que no shopping Iguatemi. Mudei de horário de trabalho e isso dificultou a minha ida à igreja, como não tinha compromissos na igreja e o meu foco era apenas o relacionamento restaurado, não senti falta, no início. Eu sentia um enorme vazio e o tentava preencher me envolvendo com outras pessoas, eu queria ser amada, desejada, cuidada. Tive outros relacionamentos, mas ainda estava emocionalmente e fisicamente ligada aquele meu 1º namorado. Ele era a pessoa que realmente importava para mim. Eu não media esforços para estar perto dele, e isso facilitava para que me procurasse e eu não me importava se seria um momento, eu queria estar com ele.

Depois de alguns anos, algo começou a mudar dentro de mim. Comecei a sentir a necessidade de voltar a freqüentar uma igreja, e sempre orava para Deus preparar um lugar, mas precisava mudar a direção da minha vida. Trabalhava até as 10:00 hrs da noite de segunda a sábado e aos domingos até as 20:00 hrs, estava cansada, sem perspectivas e esperanças. Foi quando decidi mudar de profissão, voltar a trabalhar em horário comercial e mudar de emprego. Deus já sabia para onde eu iria e como Ele faria para me chamar pra perto. Eu nem imaginava que através da minha filha, eu voltaria aos caminhos do Senhor. Por eu trabalhar ainda no horário entre a tarde e a noite, ela ficava com uma amiga minha, que a levou na igreja. Desta vez, Deus estava preparando um novo caminho para eu andar. Lembro-me que no primeiro domingo que eu estava livre de trabalho, eu fui com aquela família e minha filha (na época, ela estava com uns oito anos de idade, eu acho) na CEC e aceitei o apelo naquele dia, decidi andar definitivamente nos caminhos do Senhor. Lembro-me da oração que fiz ainda na cadeira onde estava sentada: “Senhor, não quero mais viver neste sofrimento, quero te conhecer verdadeiramente e fazer a tua vontade”. Então fui à frente para selar meu compromisso com Deus e receber oração.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

“O AMOR DE DEUS ME ALCANÇOU!” parte 2


Não tive tempo para receber as respostas que precisava; logo vieram os enjôos e minha mãe logo percebeu e eu teria que falar a verdade. Contei a ela que havia ido ao posto de saúde fazer exame de urina e aguardava o resultado que sairia dali a uma semana. Ela achou melhor nem esperar, marcou uma consulta com uma ginecologista para logo termos a certeza de que se tratava mesmo de gravidez. Ainda lembro-me da 1ª consulta, o consultório ficava próximo a Av. Orosimbo Maia e teríamos que tomar um ônibus que passava próximo, indo do bairro onde morava até lá. Desastre! Passei mal o trajeto todo e logo quando estava perto de onde deveríamos descer, chamei o “Juca” (rsrsrrss). Cheguei ao consultório cheirando vômito, que vergonha!
Aguardamos um pouco na sala de espera, onde a enfermeira me pesou, mediu minha pressão arterial e anotou tudo. Logo, a médica chamou e muito atenciosa, me fez algumas perguntas e me examinou. Resultado: 06 semanas de gravidez, sem dúvidas.
Sai do consultório com meu cartão de pré-natal e preparada para a próxima consulta. O pior seria ter que enfrentar meu pai quando chegasse em casa, ele já não gostava muito do fato de ter começado a namorar cedo demais e isso só pioraria as coisas, mas não tinha como evitar, teríamos que dar a notícia a ele. Minha mãe, sempre tão amável, se encarregou disso. Desde esse dia até o nascimento do bebê, ele não falou uma palavra se quer comigo; só depois de muito tempo, pude compreender sua atitude, de como eu o havia decepcionado e de como os pais sempre sabem das coisas, de como eles tem uma sabedoria para enxergar o futuro de uma situação...

Nesta época, eu cursava a 8ª série e por conta de tantos sentimentos misturados dentro de mim, eu quis desistir da escola. Nos primeiros quinze dias após a confirmação da gravidez, eu não sentia vontade de participar das aulas e então minha mãe foi até lá para explicar a situação... Lembro-me de alguns amigos de classe e uma querida professora (Ângela) que fizeram toda a diferença em minha vida, que não me deixaram desistir dos estudos. Até hoje me lembro do dia em que foram em casa para me animar e me fazerem voltar às aulas! Depois que o bebê nasceu, estes mesmos amigos levavam as matérias e trabalhos para eu fazer em casa, pois o ano letivo estava terminando e eu perderia o ano todo por conta de não poder ir às aulas. Eu digo que eles me mimaram muito! (rsrsrs)

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