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quinta-feira, 26 de março de 2026

O Superpoder Invisível: Como Pequenas Escolhas Constroem o Seu "Eu" do Futuro



 Você já teve a sensação de que o dia passou e você não saiu do lugar? Ou que existe uma versão de você — mais confiante, mais disposta e que domina aquela matéria difícil — que parece presa atrás de uma neblina?

Muitas vezes, achamos que para mudar de vida precisamos de um evento épico, uma motivação explosiva ou um milagre. Mas a verdade contida em livros como Hábitos Atômicos e Máxima Performance nos Estudos é muito mais interessante: o sucesso é um processo de engenharia, não de sorte.

O Efeito Composto: 1% Melhor a Cada Dia

Imagine que cada hábito saudável é como um depósito em uma conta bancária de longo prazo. No começo, parece que não muda nada. Mas, de repente, os juros compostos agem.

Se você melhorar 1% em cada área da sua vida hoje, em um ano você não será apenas um pouco melhor; você terá se transformado completamente.


Os Pilares da Sua Melhor Versão

Para construir essa "Torre" de sucesso pessoal, precisamos olhar para os tijolos que formam a base:

  • A Engrenagem da Mente (Estudos e Leitura): Estudar diariamente não é sobre "decorar para a prova", é sobre construir conexões neurais. Quando você lê um livro ou revisa o conteúdo de forma estratégica, está treinando seu cérebro para a Máxima Performance. É como ir à academia, mas para os seus pensamentos.

  • O Combustível de Elite (Alimentação e Sono): Ninguém ganha uma corrida de Fórmula 1 usando combustível adulterado. O que você come e as horas que você dorme são o que determinam se você terá foco total ou se viverá em modo "zumbi". O sono é o momento em que seu cérebro faz a faxina e consolida o que você aprendeu.

  • A Maestria do Caos (Organização): Um ambiente bagunçado gera uma mente barulhenta. Organizar suas tarefas e seu espaço libera espaço mental para o que realmente importa: sua criatividade e seus sonhos.

  • A Máquina em Movimento (Atividade Física): O corpo humano foi feito para se mexer. O exercício libera dopamina e endorfina de forma natural, combatendo a ansiedade e dando aquela energia extra que nenhum energético consegue suprir.


Como começar? (Sem pressão!)

A ciência dos hábitos nos ensina que o segredo é tornar o início fácil. Quer ler mais? Leia apenas duas páginas por noite. Quer estudar melhor? Comece com 20 minutos de foco total.

O objetivo não é ser perfeito hoje, mas sim ser constante. Quando você muda seus hábitos, você não está apenas mudando o que faz, está mudando quem você é.

E aí, qual pequeno hábito você vai começar a construir hoje para erguer a sua própria Torre de conquistas?


Dica de leitura para aprofundar:

quarta-feira, 18 de março de 2026

Quero passar em Medicina, e agora?

Equilibrar o sonho de cursar Medicina com as demandas do Ensino Médio é um dos maiores desafios que um estudante pode enfrentar no Brasil. A concorrência é alta, as notas de corte são elevadas e a pressão é constante. No entanto, o segredo da aprovação não está apenas em "estudar muito", mas em estudar com estratégia.

Rotina, Organização e Foco

Para quem almeja o curso mais concorrido do país, a organização é a base de tudo. Não se trata de abdicar da vida, mas de gerenciar o tempo com precisão cirúrgica. Uma meta sustentável envolve cerca de 40 horas semanais de estudo individual, além do período regular das aulas na escola.

O Plano de Batalha Semanal

  • Simulados semanais: Essenciais para ganhar ritmo de prova e identificar lacunas de conteúdo.

  • Redação semanal: O grande diferencial na nota final. Escrever e ter um feedback constante é obrigatório.

  • Atualidades: Reservar um tempo diário para ler as principais notícias nacionais e mundiais não serve apenas para a prova de Ciências Humanas, mas é o repertório fundamental para uma redação nota 1000.


Saúde: O Combustível do Cérebro

Muitos estudantes cometem o erro de sacrificar a saúde em prol de mais horas de livro. O resultado? Burnout e queda no rendimento. Para manter o foco por longos meses, sua rotina deve incluir:

  1. Exercício Físico: Pelo menos 1 hora por dia para oxigenar o cérebro e reduzir o cortisol.

  2. Alimentação e Sono: O sono é o momento em que a memória se consolida. Sem descanso e nutrientes adequados, o estudo se torna improdutivo.


O Diferencial: Por que ter um Mentor?

Este é o ponto principal. Você pode ter o melhor material do mundo, mas sem um mentor, as chances de se perder na própria rotina são enormes.

O vestibular de Medicina é uma maratona, e um mentor atua como o seu treinador de elite. A presença de um mentor é essencial para:

  • Organizar a demanda: Ele ajuda a distribuir as matérias conforme o seu peso e a sua dificuldade.

  • Ajustar a rota: Se um simulado for ruim, o mentor ajuda a entender o porquê em vez de permitir que você desanime.

  • Preservar a saúde mental: O apoio emocional de alguém que conhece o caminho ajuda a transformar a ansiedade em foco e ação.

  • Manter a disciplina: Ter alguém a quem prestar contas aumenta significativamente a sua constância.

Nota: Ter um mentor não é um luxo, é uma decisão estratégica para garantir que seu esforço físico e mental seja direcionado exatamente para o que traz resultado.


segunda-feira, 15 de março de 2021

Série - APRENDENDO A ESTUDAR - DICA #4

 O DESCANSO


Sejam intencionais nos descansos, assim como são intencionais nos estudos diários, o que é ser intencional? Se organize para descansar, prepare o ambiente, se não gosta de ficar no ócio, sem fazer nada, faça algo que ama.

Organize o tempo que ficará em descanso, o dia, o que ficará contigo que te fará relaxar e descansar.

Não se esqueça que ao cuidar da sua mente e do seu corpo você está mais próximo da aprovação!

Bom descanso.



quinta-feira, 11 de março de 2021

Série - APRENDENDO A ESTUDAR - DICA #3

 


*     Quando se estuda "algo novo" há 80% de possibilidade de reter o que aprendeu, apenas depois de uma revisão dentro do tempo de 24h.

*     Então, nós aprendamos hoje, estudamos sobre o assunto e um dia depois vamos revisar esse assunto.

*     E ao fazer uma análise do conteúdo estudado apenas por cinco minutos são suficientes para você lembrar

*     E o que é mais interessante é que o processo é cumulativo, ou seja, depois de uma semana você poderá ter retido o conhecimento em 100%.

*     Os psicólogos concordam que esse intervalo entre estudar um novo assunto e sua revisão é o melhor.

*     E bem mais prático do que ter que estudar próximo da prova.

*      Ponto positivo então para a revisão dentro das primeiras 24h após o primeiro contato com o conteúdo estudado


terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Indicação de livro - Entre Cabras e Ovelhas de Joana Cannon e tradução de Celina Portocarrero

 E quando você lê uma recomendação de um livro e fica esperando até o momento de poder comprá-lo na expectativa da leitura, foi assim com o livro Entre Cabras e Ovelhas da Joana Cannon, com a tradução maravilhosa da Celina Portocarrero.

O Livro é um romance belo, encantador e profundo, nossos julgamentos podem definir a nossa vida, nossas escolhas entre falar ou não a verdade podem mudar destinos, podemos amar ou odiar alguém por causa de mau entendido.

A beleza do livro está na narração leve e comovente de uma criança. Na busca por algo que nos proteja e de sentido aos acontecimentos.

Bom, livro recomendado.


Beijos,




quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Chegamos no final de 2020...

 Que ano meus amigos, que ano!





Indicação de um livro delícia para ler Anna Karenina de Tolstoi, vocês vão gostar muito. Um romance? Indico a Casa das Marés de Jojo Moyes e A Garota do Penhasco de Lucinda Riley... apaixonantes!

E indico um clássico, da vontade de ler duas, três vezes por ano esse livro, o livro de Charles Dickens – Um conto de Duas Cidades. Esse livro é maravilhoso!!!

Bom, depois das dicas, agora vamos para o desabafo... kkkkk

Família, amigos, igreja, trabalho, tudo foi reinventado para continuar próximo um do outro, ou para não enjoar de ficar tãooo próximo assim, né não!?

Eu cresci muuuito como profissional esse ano. Habilidades e competências foram construídas, outras transformadas e outras nasceram este ano. Tinha tanta coisa que eu não sabia que era capaz!!! Estou muito grata por isso.

Chorei horrores este ano, surtei e me emocionei muitas vezes. Também construí laços com os alunos, laços de comprometimento, de companheirismo, de amizades.

Pude ter o suporte de profissionais fantásticos e competentes: minha equipe pedagógica, professores e todos os funcionários da escola.

Estou super cansada, mas feliz!

 

Vamos para 2021 com novas expectativas, com sonhos e com a esperança de que tudo vai melhorar!

 

Bom final de ano para todos!!

 

Lara Medeiros Belette

 

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

O conhecimento das Ciências Humanas dentro dos Videogames

 Um dos veículos de propagação de conhecimento artístico e cultural mais hodiernos é a mídia dos jogos digitais, sua recente popularização ao redor do mundo ainda possui aspectos que não são de conhecimento geral, com isso, a proposta deste artigo é apresentar a complexidade dos games àqueles que se interessam pelo tema, bem como tentar quebrar o paradigma acreditado por muitos de que isso serve apenas como produto infantil. 

Os Videogames eram de fato, inicialmente, voltados a um público-alvo infantil, mas tal conjuntura foi mudada conforme as possibilidades da tecnologia se expandiram. Existem games de dois principais escopos com mesma importância: os “Triple A” ou “AAA”, aqueles cujos desenvolvimentos são realizados por empresas maiores, com altos orçamentos (algo parecido com o termo “Blockbuster”, relativo ao Cinema, a fins de comparação), e os “Indies”, realizados por equipes pequenas e pouco conhecidas, normalmente atrelados a programas de financiamento coletivo para seus lançamentos. Em ambos esses cenários há obras cativantes, complexas, bem desenvolvidas e tão relevantes quanto um livro, série ou filme. 

O primeiro exemplo de como é possível conhecer mais sobre Ciências Humanas jogando Videogames é “Hellblade: Senua’s Sacrifice”, desenvolvido pela “Ninja Theory”, se trata de uma produção que aborda como tema central de sua narrativa a esquizofrenia, um distúrbio mental comum em que as formas de pensamento e comportamento de um indivíduo são afetadas. A protagonista deste jogo é Senua, uma jovem de cultura celta que sofre fortemente desse distúrbio, apresentando até alucinações e ouvindo vozes. A sinopse acompanha sua jornada que visa ao autoconhecimento e à superação, o jogo ensina a respeito de psicologia, representatividade e protagonismo feminino, mitologia nórdica e mais. Psicólogos trabalharam na produção do jogo, para que a perspectiva de alguém esquizofrênico fosse mostrada de maneira didática e fidedigna. “Hellblade” está disponível para jogar no PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC. 




Um forte concorrente ao prêmio de jogo do ano na cerimônia do “The Game Awards” neste ano de 2020 é “The Last of Us Part II”, proposta roteirizada por Neil Druckmann e desenvolvida pela “Naughty Dog”, que apresenta uma realidade de futuro distópico onde um fungo do gênero Cordyceps, por meio de uma mutação genética, causou uma Pandemia que destruiu a humanidade, infectando pessoas e tomando conta de seus sistemas nervosos, matando-as e controlando-as. Ellie, uma das protagonistas, é imune ao fungo e, por isso, poderia ser a chave para curar a espécie humana. Uma atitude de moral questionável tomada por Joel, personagem jogável do game anterior, na conclusão do primeiro título altera o rumo desta história. Por mais que tudo remeta a um “filme B” de zumbis, “The Last of Us Part II” não é o que parece, seu roteiro é rico, profundo, foca em desconstruir o maniqueísmo da existência de bem e mal, constrói bons personagens, humanos, carismáticos, palpáveis, que erram e acertam como pessoas normais… Tudo isso alcança uma atmosfera orgânica e muito crível. Comentar mais que isso revela “spoilers” nada agradáveis, o ideal para conhecer essa obra é jogar por conta própria, expressar diversas emoções e arrepios com a história que envolve vingança, princípios, orgulho, ego, amor e, acima de tudo, uma mensagem e uma lição sobre empatia. “The Last of Us Part II” está disponível agora para jogar no PlayStation 4. 



A próxima recomendação é “Death Stranding”, um dos jogos mais aclamados de 2019, dirigido e idealizado pelo renomado criador da série de jogos “Metal Gear”, Hideo Kojima. Este jogo também envolveu em sua produção o cineasta Guillermo del Toro (“O Labirinto do Fauno”, “A Forma da Água”), Norman Reedus (“The Walking Dead”), Mads Mikkelsen (“Hannibal [2013]”), Troy Baker (“The Last of Us”) e muitos outros atores e atrizes coadjuvantes extremamente competentes para captura de movimento e atuação de voz. Kojima, neste projeto, teve a intenção de inovar criando um novo gênero de jogos digitais chamado por ele de “Strand Game”, nele, o jogador precisaria criar laços e conexões entre pessoas para unir uma nação. A premissa parece simples, mas dentro dela há uma sutil e importante crítica geopolítica a todo o sistema de organização humano. Na prática, dentro do jogo estamos em um mundo pós-apocalíptico singular e distinto do nosso, seu funcionamento é introduzido aos poucos ao jogador. O principal objetivo do protagonista Sam é realizar entregas de um ponto a outro em um grande e devastado mapa, sendo ele o único capacitado para conectar todos à rede quiral, um tipo de internet mais avançada que permitiria o avanço da humanidade em conjunto. A jogabilidade é diferente de tudo, um pouco estranha e repetitiva em uma primeira vista, mas ainda assim, funcional e peculiar, sendo que Sam conta com inúmeros equipamentos durante suas longas e profundas caminhadas. A trilha sonora, juntamente com o roteiro inexorável e as volumosas mecânicas variadas dentro do conceito desse game são o que fazem com que ele valha a pena. “Death Stranding” está disponível agora para PlayStation 4 e PC via Windows. 



É possível citar quase infinitas menções honrosas dentro destes mesmos exemplos. Como a franquia “Assassin’s Creed” da “Ubisoft”, que mescla acontecimentos reais com fictícios dentro de diversas temáticas históricas, como Revolução Francesa, Revolução Industrial, Egito Antigo, período das Cruzadas, Renascimento Italiano, etc. agregando muitas informações a respeito para aqueles que jogam. Como “Shadow of The Colossus”, dirigido por Fumito Ueda, que passa mensagens subjetivas dentro de uma mitologia própria aproveitando muito de seu minimalismo, marcando a sexta geração de consoles. Como “Life is Strange” e “Detroit: Become Human”, desenvolvidos respectivamente pelas empresas “Dontnod” e “Quantic Dream”, dois jogos do gênero “Interactive Storyteller”, cujo foco está em desenvolver um enredo maleável, com escolhas e diferentes desfechos. O primeiro exemplo citado desse gênero questiona o Determinismo Social e a existência de um destino, já o segundo, questiona o Machine Learning, os direitos e a Liberdade dos cidadãos. E, por último, como em “What Remains of Edith Finch”, uma curta campanha que mostra apenas a vida normal de uma mulher revisitando seu passado. 

Não é correto compactuar com o pensamento de que Videogames não são uma forma de expressão cultural, social e artística complexa e imersiva, pois isso é retrógrado atualmente. Toda ficção a ser contada dispõe de diferentes eixos narrativos. Um livro possui um eixo narrativo para ordenar seus acontecimentos, já um filme, além disso, dispõe de outro eixo para gerar experiências sensoriais que aprimoram o momento vivenciado, usando de visão e audição, por exemplo. Se for aplicada a mesma lógica sobre um game, seu diferencial seria um terceiro eixo que contém a interatividade, sendo que no momento, o interlocutor que está jogando tem controle total de seus movimentos dentro do que foi programado. Em suma, dividimos a narrativa de um jogo em duas partes: uma é chamada Narrativa Embutida, que acontecerá independentemente das ações do jogador, vista normalmente por meio de “cutscenes”, as cenas pré-renderizadas ou animações programadas para serem reproduzidas em um dado local, e de “set-pieces”, momentos jogáveis únicos que ocorrem em momentos específicos; a outra parte é chamada de Narrativa Emergente, aquela que é estritamente única para cada indivíduo, abrange os meios de executar um mesmo objetivo e as possibilidades dadas pelo game. 

Em geral, a mensagem a se passar é a de que todos deveriam dar uma chance aos Videogames, eles podem ser mais fantásticos do que se imagina, jogos são divertidos, inefáveis, emocionantes, devem e merecem ser levados a sério. Tudo se intensifica ainda mais se levar em consideração que esse nicho conta com uma comunidade ativa cada vez maior no Brasil. Os joguinhos menosprezados por tantos têm sua relevância e possuem uma indústria que gera mais faturamento dentro do Mercado Econômico que as respectivas indústrias da Música e do Cinema somadas. Games possuem carinho e amor e devem ser consumidos. 

Escrito por Pedro H. S. Nunes. 


Lembrando que o foco do texto são pessoas leigas no assunto, caso alguém queira discutir mais sobre isso comigo, acompanhe-me em meu projeto de podcast semanal sobre games chamado: “Pixel Podcast”, que pode ser encontrado em todas as principais plataformas de streaming de áudio! :D

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Carta aberta ao vestibulando



 Olá Vestibulando,


Me chamo Tatiane e fiquei sabendo da sua história com a medicina, mas pode ser também com o vestibular. Ela é bem parecida com a minha trajetória e queria compartilhá-la com você na expectativa de que ela te traga um pouco de esperança e te ajude a organizar os sentimentos turbulentos advindos com essa fase.

Bom, a primeira vez que sonhei com a medicina foi aos 12 anos ao fazer um trabalho escolar sobre profissões. Continuei com esse sonho por um bom tempo, mas com o passar dos anos ele foi ficando de lado. Foi, então, aos 17 anos no 2° ano do ensino médio quando precisei decidir sobre o meu futuro que me fascinei pela medicina novamente e resolvi que seria médica.

Eu sempre gostei de estudar e minhas notas eram muito boas. Ia bem nos simulados e tinha certeza que seria capaz de passar no vestibular. Aos 18 anos depois do resultado das provas veio minha primeira reprovação e também a frustração. Mas eu não podia desistir desse sonho, já que quanto mais eu buscava informações sobre a profissão, mais eu ficava apaixonada pela rotina, pelos desafios e desejava viver a medicina.

Ainda que precisasse trabalhar, estudava para as provas e mesmo com as reprovações eu não desanimava e tentava novamente todos os vestibulares possíveis no ano seguinte. E foi assim por longos 6 anos. Até que em 2017, durante o processo de preparação para mais uma maratona de provas, acabei desenvolvendo sintomas de ansiedade. Não dei a devida atenção para eles e cheguei em um quadro de depressão. 

Esse foi um período muito difícil, pois precisei reconhecer que talvez tivesse chegado a hora de desistir do meu sonho e lidar com as consequências da minha decisão. Me senti sem chão pois me deparei com o fato de que abri mão de muitas oportunidades para ir atrás de um sonho que não se concretizou. Fui cruel comigo mesma e me culpei por não ter conseguido a aprovação em medicina e por ter feito aquilo com minha saúde mental.

Foram dias sombrios e só consegui me recuperar pois tive o apoio da minha família e amigos para buscar ajuda médica. Também foi essencial o acolhimento e suporte espiritual que recebi dos meus líderes e pastores. Todos eles foram um presente e prova do cuidado de Deus pois permaneceram e me apoiaram durante todo o processo.

Foi em meio a esse cenário que me permitir viver coisas novas e ver as coisas com outros olhos. Então, ao invés de me culpar passei a contabilizar o que aprendi durante essa jornada e descobri que o saldo era positivo pois foi um período de muito desenvolvimento pessoal e espiritual e que aprendi a olhar para as pessoas que me cercavam com mais atenção. Me tornei muito mais humana durante todos esses anos em que fui  vestibulanda e hoje sei dar valor ao que realmente é importante. Depois disso, também comecei um curso na área que já atuava, refiz meus planos e me permitir sonhar de novo. 

Atualmente, faz uns 2 anos que parei com o ansiolítico, estou prestes a me formar em Administração e estou cheia de planos para o futuro. Não posso dizer que foi fácil deixar tudo para trás, mas hoje estou convicta de que mudar a rota foi essencial para a minha saúde, bem estar e autoestima. E acredite, foi aí que descobri talentos e gostos que eu jurava que nunca faria parte da minha vida, haha. 

Não sei exatamente o que você pretende fazer em relação a medicina, mas se posso te dar um conselho em relação a isso é: avalie se realmente vale a pena continuar, se o processo custar a sua saúde mental dê uma pausa, olhe a vida ao redor e se permita ser feliz em outra área se for preciso. Pode ser que você se depare com surpresas muito boas na mudança de caminho. E o mais importante, não se culpe ou se martirize pelo que já passou (demorei para aprender essa valiosa lição e, infelizmente, isso me custou muito), tenho certeza que você deu o seu melhor durante todos esses anos. 

Eu sei que não é fácil lidar com a pressão e as dúvidas desse período da vida e espero, realmente,  ter te ajudado com as minhas palavras. 


Com Carinho,


Tatiane Kiill


segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Entrevista com Zygmunt Bauman - A esperança.

 Zygmunt Bauman completou  90 anos em 2015. No dia 19 de novembro, o sociólogo polonês que se mudou para o Reino Unido (em 1971, a Universidade de Leeds o contratou como professor, depois que ele foi impedido de lecionar na Polônia comunista por ser judeu), completou 90 primaveras e morreu com 91 anos em 9 de janeiro de 2017. E ele nunca deixa de observar a sociedade contemporânea e de denunciar os seus desvios e distorções.


A reportagem é de Lorenzo Fazzini, publicada no jornal Avvenire, 12-11-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Nesta entrevista, ele relança a sua admiração pelo Papa Francisco, revela uma paixão juvenil sua pela figura de Cristo e entrega aos jovens o bastão para construir um mundo mais justo e equitativo.

Eis a entrevista.



O seu 90º aniversário nos lembra que você é uma espécie de "século breve" encarnado: a sua vida (nascido em 1925) nos remete (quase) para aquele 1915-1989 retratado por Eric Hobsbawm. Você viveu as grandes tragédias do século XX: nazismo, Holocausto, Hiroshima, comunismo. Esses eventos fizeram você perder o otimismo pelo gênero humano?

Enquanto vivo, eu espero: essa é a máxima que eu aprendi quando criança. E também acredito, no fim deste meu "século breve", que, enquanto espero, eu vivo. Mas admito que, embora neste século conseguimos deixar para trás muitos tipos de miséria humana, muitos outros crimes e catástrofes, se não mais, e não menos, tóxicos, ameaçadores e criados pelo homem os substituíram, como as lendárias cabeças da hidra que renasciam logo depois de terem sido cortadas. Eu não nego que preferiria acabar a minha vida em um mundo menos obscuro e menos hostil para com os seres humanos em relação ao mundo em que eu vivo e, acho, morrerei.

Portanto, presumo que você não está otimista em relação ao futuro...

Apesar de ser um pessimista a curto prazo, permaneço otimista sobre o longo prazo. Quando se trata de lutar por um mundo mais luminoso e mais amigável, a frustração por aquilo que se ama e se espera não é um motivo para abandonar esse compromisso. E essa - como a vida me ensinou - permanece impotente para vencer a resignação até que nós, voluntariamente, permitamos.

A partir de um dos seus textos de referência, O mal-estar da pós-modernidade (Ed. Jorge Zahar), publicado no ano 2000, tomo uma frase que o Papa Francisco lembra continuamente: "A famigerada globalização da economia e das finanças apresenta mais um aspecto, que poderíamos definir como globalização da miséria". No mesmo livro, você denunciava que, tendo caído o Muro de Berlim, levantara-se outro, o muro do mercado. Por que a solidariedade e a justiça ainda não conseguiram minar o egoísmo e a injustiça?

O mercado consumista - conhecido por ser capaz de domesticar e instar a ganância humana - e o tipo de vida humana que ele promete, uma vida baseada na explícita ou implícita promessa de que todos os caminhos para a felicidade humana levam, no fim, para uma loja para comprar, causou o rápido crescimento da desigualdade social, multiplicando e aprofundando as divisões entre as pessoas como um específico e, talvez, inseparável, efeito colateral seu. A globalização, sob a forma assumida até aqui, significa principalmente a difusão de tais efeitos em todo o mundo. Nesse sentido, ela foi e continua sendo "globalização da miséria". A tarefa de reformá-la em uma globalização da dignidade humana, da moral e da felicidade cabe aos mais jovens.

Um recente livro seu, publicado na Itália pela editora Laterza, com o teólogo polonês Stanislaw Obirek, intitula-se Conversazioni su Dio e luomo [Conversas sobre Deus e o homem]. Hoje assistimos, em nível global, a um recrudescimento do confronto intraislâmico entre xiitas e sunitas: o nascimento do chamado Estado Islâmico é visto por muitos observadores como um sintoma dessa luta intraislâmica. De que modo o pensamento secular pode ajudar o Islã a reconciliar a religião com a modernidade?

Não está em jogo a conciliação da religião com a modernidade. Nenhuma religião que eu conheça foi ou é negligente em expor os produtos mais na moda da modernidade a serviço daquilo que ela acredita que é a única fé e para derrotar aqueles que ela considera como hereges ou pagãos. O que está em jogo aqui é algo mais: a separação da fé - herdada ou escolhida - dos direitos humanos; a relação entre Deus e o homem como uma questão de consciência pessoal; o direito universal de servir a Deus de diversos modos e o respeito mútuo por essas modalidades; o ser de Deus como um Deus da humanidade, não um Deus de tribos reciprocamente inimigas e antagonistas. Em poucas palavras: um Deus de unidade, não de divisão entre os homens; um Deus de amor, e não de ódio.

A sua recente apreciação pela figura e pelas palavras do Papa Francisco encontraram uma grande repercussão na Itália. O que você gostaria de perguntar ou do que gostaria de falar com o pontífice, se pudesse encontrá-lo pessoalmente?

O Papa Francisco não precisa das minhas perguntas. Todos os dias, ele sai com respostas para perguntas que eu ainda estou tentado articular, e com a metade do seu sucesso. Em outro diálogo com Stanislaw Obirek (On the World and Ourselves, Ed. Polity, 2015), o meu interlocutor explicou assim o sábio chamado dos apelos de Jorge Mario Bergoglio: o papa demonstra "uma certa empatia pela fragilidade e pelo pecado humanos e, ainda mais, Francisco não eleva a si mesmo acima de nós, mas está ao nosso lado". Pouco antes de setembro de 1939, ou seja, o início da Segunda Guerra Mundial, eu li o livro de Emil Ludwig, Filho do Homem. A história de um profeta.

Um relato que me impressionou muito e sobre o qual eu me lembro de ter ruminado por várias semanas, durante a minha viagem através da Polônia em chamas e ensanguentada. Ludwig, como eu salientei ao comentar a sugestão de Obirek, designava ao herói desse relato um dom que "levou pescadores, artesãos, pequenos comerciantes a encher as casas de oração para escutá-lo quando ele chegava de Nazaré. As pessoas se acotovelavam ao redor dele, porque esse nazareno não lhes trazia outra ladainha de prescrições ou de normativas, nem prometia tormentos do inferno para os desobedientes, mas anunciava a Boa Notícia: ele trazia a esperança".

O que une, portanto, esse livro lido há 70 anos e o papa atual?

O herói do relato de Ludwig trazia um novo modo de ser escutado. Eu sinto que essa é a impressão que os discursos do Papa Francisco transmitem, embora se focalizem nas raízes terrestres do mal e da miséria humana no nosso mundo.

Entrevista retirada do site Filosofia.com.br

Até a próxima!!!


sábado, 17 de outubro de 2020

Resolvendo questão de sociologia - ENEM

 

SOCIOLOGIA

 

 

Tema: Igualdade de Gênero

 

Pergunta?

(Enem/2017) A participação da mulher no processo de decisão política ainda é extremamente limitada em praticamente todos os países, independentemente do regime econômico e social e da estrutura institucional vigente em cada um deles. É fato público e notório, além de empiricamente comprovado, que as mulheres estão em geral sub-representadas nos órgãos do poder, pois a proporção não corresponde jamais ao peso relativo dessa parte da população.

TABAK, F. Mulheres públicas: participação políticas e poder. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2002.

No âmbito do Poder Legislativo brasileiro, a tentativa de reverter esse quadro de sub-representação tem envolvido a implementação, pelo Estado, de

A) leis de combate à violência doméstica.
B) cotas de gênero nas candidaturas partidárias.
C) programas de mobilização política nas escolas.
D) propagandas de incentivo ao voto consciente.
E) apoio financeiro às lideranças femininas.

 

 

O que eu preciso saber para responder essa pergunta???

Por que as mulheres não participação ativa na política?

É uma questão histórica, há muito tempo as mulheres foram subjugadas a tarefas que envolviam cuidar da casa e dos filhos. Não víamos mulheres na exercendo papel de liderança e até hoje, apesar de muitos avanços e políticas públicas para que efetivamente exista a igualdade de gênero ainda colhemos os frutos de uma educação sexista e excludente.

 

 

Explicação

As cotas de gênero nas eleições são uma política compensatória que visa democratizar o acesso aos cargos tradicionalmente exercidos por homens.

Resposta!

A letra B

 

Filmes para ajudar a compreender melhor este tema:

 

Enola Holmes - Netflix

 

Enola Holmes (Millie Bobby Brown) é uma menina adolescente cujo irmão, 20 anos mais velho, é o renomado detetive Sherlock Holmes (Henry Cavill). Quando sua mãe (Helena Bonham Carter) desaparece, fugindo do confinamento da sociedade vitoriana e deixando dinheiro para trás para que Enola faça o mesmo, a menina inicia uma investigação para descobrir o paradeiro dela, ao mesmo tempo em que precisa ir contra os desejos de seu irmão, Mycroft (Sam Claflin), que quer mandá-la para um colégio interno só de meninas. A caminho de Londres, ela conhece um lorde fugitivo (Louis Partridge) e passa a desvendar quem pode estar atrás do garoto e que quer impedir que uma importante reforma política inglesa aconteça.

 

Data de lançamento: 23 de setembro de 2020 (Brasil)

Direção: Harry Bradbeer

Roteiro: Jack Thorne

 

As Sufragistas

 

O início da luta do movimento feminista e os métodos incomuns de batalha. A história das mulheres que enfrentaram seus limites na luta por igualdade e pelo direito de voto. Elas resistiam à opressão de forma passiva, mas, a partir do momento em que começaram a sofrer uma crescente agressão da polícia, decidiram se rebelar publicamente.

Data de lançamento: 24 de dezembro de 2015 (Brasil)

Direção: Sarah Gavron

Roteiro: Abi Morgan

 

Estrelas além do tempo

 

No auge da corrida espacial travada entre Estados Unidos e Rússia durante a Guerra Fria, uma equipe de cientistas da NASA, formada exclusivamente por mulheres afro-americanas, provou ser o elemento crucial que faltava na equação para a vitória dos Estados Unidos, liderando uma das maiores operações tecnológicas registradas na história americana e se tornando verdadeiras heroínas da nação.

Data de lançamento: 2 de fevereiro de 2017 (Brasil)

Direção: Theodore Melfi

 

 

 

Beijos amores! Até a próxima questão...

 

Dica de passeio com a família!

 

Brotas Eco Resort

Um lugar ótimo para passear com as crianças. Para descansar e para curtir a natureza. E por estar em Brotas, para praticar esportes radicais.

Eu fui com a família, dois filhos um de 9 anos e outra de 3 e as crianças aproveitaram a piscina climatizada, as atividades do hotel, as brincadeiras com os monitores e a comida que é merece um destaque, muito saborosa e de qualidade.

Com o retorno às atividades pós quarentena, eles estão se organizando para atender da melhor forma todos os hóspedes e seguindo as recomendações da OMS.

Para quem precisa sair um pouquinho do agito e não quer ir para longe, Brotas Eco Resort é uma boa escolha para quem mora em São Paulo, Campinas e região.

 Fotos

 


Espaço entre os quartos, o corredor que vai para o ginásio coberto e o restaurantes.



Quadra de areia para jogar volêi.


Tirolesa para as crianças.


Jardim bem decorado e um espaço gostoso para uma leitura ou um bate papo.


Trilha para a lagoa e para a fazendinha!


Piscina coberta que foi decorada como um gruta.


Parque para as crianças com balanço, escorregador, gangorra, carrossel...


Cachoeira no centro de Brotas.


Luau que foi realizada em uma das noites no hotel!


 

Informações:

http://www.brotasecohotelfazenda.com.br/

domingo, 6 de setembro de 2020

Questão de Filosofia do ENEM - como responder????

FILOSOFIA

 

Tema: Arché - PRINCÍPIO ORIGINÁRIO PARA O MUNDO




Pergunta?

(Enem/2012) TEXTO I

Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o elemento originário de tudo o que existe, existiu e existirá, e que outras coisas provêm de sua descendência. Quando o ar se dilata, transforma-se em fogo, ao passo que os ventos são ar condensado. As nuvens formam-se a partir do ar por feltragem e, ainda mais condensadas, transformam-se em água. A água, quando mais condensada, transforma-se em terra, e quando condensada ao máximo possível, transforma-se em pedras.


BURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006 (adaptado).

TEXTO II

Basílio Magno, filósofo medieval, escreveu: “Deus, como criador de todas as coisas, está no princípio do mundo e dos tempos. Quão parcas de conteúdo se nos apresentam, em face desta concepção, as especulações contraditórias dos filósofos, para os quais o mundo se origina, ou de algum dos quatro elementos, como ensinam os Jônios, ou dos átomos, como julga Demócrito. Na verdade, dão impressão de quererem ancorar o mundo numa teia de aranha.”

GILSON, E.: BOEHNER, P. Historia da Filosofia Crista. São Paulo: Vozes, 1991 (adaptado).

Filósofos dos diversos tempos históricos desenvolveram teses para explicar a origem do universo, a partir de uma explicação racional. As teses de Anaxímenes, filósofo grego antigo, e de Basílio, filósofo medieval, têm em comum na sua fundamentação teorias que AQUI ESTÁ A PERGUNTA, VAMOS PROCURAR A TESE DE ANAXÍMENES E A TESE DE BASÍLIO.

a) eram baseadas nas ciências da natureza.
b) refutavam as teorias de filósofos da religião.
c) tinham origem nos mitos das civilizações antigas.
d) postulavam um princípio originário para o mundo.
e) defendiam que Deus é o princípio de todas as coisas.

 

 

O que eu preciso saber para responder essa pergunta???

Teses para explicar a origem do universo?

Isso mesmo, os pré-socráticos são conhecidos como filósofos cosmológicos, quer dizer que eles estudavam a origem do mundo (do universo). E Anaxímenes era um filósofo pré-socrático.

Os filósofos na idade média, filosofia medieval, também falavam sobre a origem do universo e para eles a única resposta cabível para a pergunta: De onde viemos, quem nos criou, quem criou o universo? Era Deus. Por que nesse período também chamamos esses filósofos de Filósofos Cristãos.

Quando?

Eles estão em períodos diferentes e respondem à pergunta sobre a origem do universo de forma diferente, um filósofo é pré-socrático século VI antes de Cristo. E o outro é um filósofo medieval, século IV depois de Cristo.

 

Explicação

O que a questão quer? Ela quer saber o que tem em comum entre a tese de Anaxímenes e de Basílio. Não é a letra A, pois Basílio critica os filósofos da natureza, na verdade Ciências da Natureza é somente Anaxímeses. Não é a B, pois Basílio não refuta a religião, pelo contrário ele fala sobre a religião. Não é a C, pois Anaxímenes não fala sobre mitos, e Basílio não remete a nenhuma religião antiga, não para a época dele. É a D, porque a única coisa que eles têm em comum é que eles buscam explicações para o princípio originário para o mundo, para Anaxímenes elementos da natureza, para Basílio – Deus.

 

Resposta!

A letra D

“postulavam um princípio originário para o mundo.”.

 

Gente da terra, cidadãos dos céus, é o seguinte, viram que dessa vez eu fiz algumas anotações na questão para que vocês saibam como ter técnica para responder as perguntas??? Sim? Não???

Segue o fio

1º leia a pergunta

2º procure a resposta no texto ou nos textos

3º marque a alternativa correta

Uhull! Sucesso!!!!

 

Beijos amores! Até a próxima questão...

 

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