segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

11ª parte - Salvação!?

Salvação!?

A decisão mais importante

            Cinco horas da manhã o despertador tocou no quarto da Juliana e ela já estava acordada ansiosa com a apresentação. No último ano havia se acostumado a se ajoelhar ao lado de sua cama assim que despertava para agradecer a Deus por aquele dia e pedir que o abençoasse. Com bastante ansiedade pediu as bênçãos Dele e proteção, pediu a Deus que os seus amigos pudessem ir à praça para assistir a peça e para que eles tomassem a decisão. Seu coração batia forte e acelerado, havia um misto de medo e alegria.
            No dia anterior tinha combinado com sua mãe para levá-la até a igreja, ela precisa estar lá às 6 horas. Assim que se levantou foi direto para o banheiro e às 5:30 já estava pronta, sua mãe estranhou tamanho entusiasmo da filha e como ela estava feliz, mesmo acordando as 5 horas da manhã. Elas tomaram café e Juliana mal conseguia engolir os pedaços de pão que levava a boca, d. Mirian achou tudo muito diferente, mas estava animada com a alegria da filha. Sem demorar as duas estavam no carro. Juliana estava com pressa.
            No carro a mãe de Juliana perguntou:
            - Do que fala a peça que vocês vão apresentar?
            Sem saber direito o que falar ela responde - De Jesus.
            Há um tempo de silêncio, quando a mãe voltou a perguntar novamente.
            - Você gosta de ir a essa igreja?
            - Gosto muito mãe e, se você não ficar brava, poderia te pedir uma coisa?
            - Claro que pode.
            - Vá assistir à peça. Vai começar às 11 horas, e eu ficaria muito feliz se você, o pai e o Bruno pudessem ir. Juliana terminou de falar e estava esperando um não quando se surpreendeu com a resposta da mãe.
            - É claro que nós vamos estávamos esperando você nos convidar.
            - Sério!?
            - Eh!
            - Que legal! Foi a única coisa que conseguiu responder, pois ficou sem reação com a resposta.
            Como por impulso, ela abraçou a mãe com muita alegria e lhe deu um beijo.
            - Então até as 11.
            Saiu do carro e entrou na igreja dando um aceno de despedida para sua mãe.
            Juliana precisou chegar mais cedo na igreja para ensaiar, arrumar as roupas, fazer maquiagem e levar todos os equipamentos para a praça. E também tiveram um tempo de oração pelo evento que estavam organizando e para que as pessoas que vissem pudessem sentir o amor de Jesus por elas. Depois da oração Juliana tuitou “Estou muito feliz, Deus é maravilhoso!”








quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

10ª parte - Não perca as oportunidades

Não perca as oportunidades

Shopping

            Juliana foi a primeira a chegar ao ponto de encontro. Ficou lá uns cinco minutos e logo começou a chegar os colegas da sala. A Bruna, a Camila, o João, o Cláudio, o Jonas, a Bia, o Léo, a Janaina, o Lucas e a Ana, esta estava organizando uma comemoração no sábado à noite em uma pizzaria para o aniversário dela.
            Depois de 20 minutos esperando, todos que tinham combinado estavam ali, menos o Daniel.
- Alguém sabe do Daniel?  Perguntou a Juliana.
            O pessoal olhou para ela, não sabiam responder. Ninguém sabia dele. Tentaram ligar no seu celular, mas ninguém atendia. Então a Juliana resolveu ligar na casa dele.
- Alô! Quem fala?
- Ana Maria.
- Oi dona Ana Maria, é a Juliana, tudo bem?
- Oi, Juliana, tudo bem e você como está?
- Eu estou bem. Obrigada. Eu gostaria de saber se o Daniel está aí.
- Ele está sim, Juliana, vou chamá-lo. Ela deixa o telefone sobre a mesa na sala e vai até o quarto chamar o Daniel. Ele já tinha ouvido o telefone e quando a mãe chegou para falar que a Juliana queria falar com ele, foi pronto em dizer.
- Não quero falar com ninguém.
            Ana voltou para o telefone e disse a Juliana que o Daniel não queria conversar. Juliana perguntou se ele não iria ao Shopping e ela respondeu que não, pois ele estava de castigo.
            Juliana desligou o telefone olhou para turma e disse que o Daniel não viria, todos perguntaram o porquê, mas ela não falou nada, só disse que a mãe dele tinha atendido ao telefone e respondeu falando que o Daniel não viria ao Shopping.
            Maria olhou para Juliana e percebeu que tinha algo errado, mas não quis perguntar na frente de todo mundo. Ela ficou triste, pois viu como Daniel tinha ficado animado com esse passeio e também porque poderia conversar mais com ele. Quando estavam indo para a fila do cinema comprar ingressos Maria ouviu duas meninas da sala conversando.

- Que chato! Eu vim aqui hoje só por causa do Daniel, tinha até enviado um e-mail pra ele, pra gente conversar.
- Hum! Chato mesmo né amiga.
- Ele é um gatinho neh!
- É verdade ele é muito bonito! Eu já te falei que eu fiquei com ele na festa...

- Maria.
- Oi.
- Você não vai comprar? Pergunta Juliana.
- Vou sim, desculpa. Enquanto pegava o dinheiro para pagar a entrada ao cinema, ficou pensando na conversa, “então Daniel tinha um encontro com outra menina”, pensou. Ela não entendeu, ou melhor, entendeu sim. Todos aqueles e-mails durante a semana. Como ela não percebeu que ele era famoso entre as meninas.
            Depois de comprarem os ingressos foram para a fila que estava se formando para entrar na sala onde iria passar o filme. Enquanto esperavam Juliana começou a falar com Bruna sobre a peça de teatro que ela e os adolescentes da igreja iriam apresentar no sábado. Bruna parecia estar interessada em assistir a peça.
            - Maria, você não quer ir amanhã assistir também?
            - Oi?
            - Hoje você está longe, hein... ri Juliana.
            Maria dá risada e fala – Parece que estou mesmo, Mas o que você falou?
            - Perguntei se você não quer assistir a peça de teatro amanhã.
            - Que peça?
            - Você não me ouviu falando para o pessoal da sala?
            - Acho que não.
            - Então, vou apresentar uma peça de teatro amanhã na praça perto da rua Tavares, vai ser muito legal. Vai lá assistir.
            - Acho que eu vou, não tenho nada pra fazer amanhã. Que horas?
            - Às 11 horas da manhã. Depois nós vamos almoçar juntas.
            - Ah, gostei, eu vou sim.
            Eles começaram a entrar para a sala, entregaram os ingressos, as duas foram conversando e a Bruna estava por perto, e tão logo encontraram um lugar legal para se sentarem a Maria perguntou.
            - Você faz teatro?
            - Faço sim, e eu gosto muito. Responde Juliana toda feliz.
            - Que legal! Deve ser por isso que você é toda descontraída e descolada.
            Juliana da risada. Maria iria fazer outra pergunta, queria saber onde ela fazia teatro, mas não deu tempo, o filme iria começar. Todos se acomodaram, alguns deram gritinhos, outros riram, mas rapidamente todos estavam quietos para assistir ao filme.


            Depois do filme o destino era comer um lanche, estavam todos com muita fome. Juliana se despediu de todos, falou que estaria esperando eles no outro dia para assistirem a peça de teatro e disse que iria comer em casa.
            Maria deu um abraço nela e falou que estaria lá para assistir a encenação. Depois que Juliana foi embora Maria conseguiu conversar com quase todos, foi um momento gostoso, ela soube um pouquinho da vida de cada um e falou sobre ela também. Todos ficaram entusiasmados quando ela falou que estava planejando uma viagem.
            E ela contava com brilho nos olhos, os detalhes, por onde gostaria de passar, o que gostaria de fazer em cada lugar. Falou do acordo com seu pai sobre passar no vestibular e que já conhecia várias pessoas nos lugares aonde queria ir, ela disse que  conversava com o pessoal da “Europa” pelo skype, MSN, e-mail e muitos ela havia adicionado no Twitter. Nesse momento trocaram link do facebook, twitter, e-mail e MSN. Toda aquela galera escrevendo sem parar nos celulares as informações que estavam recebendo e logo a Bruna viu que o Daniel havia tuitado e pelo jeito ele não estava legal.
            Depois do lanche alguns casais se formaram e foram dar um passeio pelo shopping, e ficaram na mesa conversando a Maria, o Jonas, a Bia, o Léo e a Janaina. Ela descobriu que o Jonas ama tocar bateria, que a Bia adora falar e falar e falar e parece que a história dela não tem fim; a Janaína era mais quieta, mas muito amável e as duas conversaram bastante, pois a Janaína também tinha um sonho ela queria ser cantora, ela tocava violão, teclado, e tinha uma voz linda, deu até uma amostra para a galera que estava na mesa.
            Descobriu, também, algumas coisas sobre o Léo, ela o achou muito bonito e simpático, porém não gostava de falar sobre si mesmo, ele conseguia conversar sobre tudo, conversou com a Maria sobre a viagem, os lugares que ela queria conhecer, se entendeu muito bem com a Janaína e deu dicas de músicas e músicos para ela ouvir. E ficou por muito tempo ouvindo as histórias da Bia até tentou manter um diálogo, mas foi em vão.
            O que Maria achou estranho foi que apesar da longa conversa com o Léo, não ficou sabendo sobre nada, ele não contou nada sobre a vida dele. Onde mora, o que faz, do que gosta. Mas achou ele legal!
           



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

9ª parte - A intenção do coração deve ser correta

A intenção do coração deve ser correta

Pedido de desculpa?
           
            A primeira semana de aula da Maria na nova escola caminhou bem. Juliana manteve a rotina: computador, estudos, irmão mais novo e TV. Daniel continuava de castigo, algumas brigas, estudo e mandando e-mail para Maria. E ela estudando e sonhando com a viagem. E precisava estudar muito, pois chegou na escola bem na semana de provas, no final do primeiro bimestre, estava bem perdida, mas Juliana a ajudou muito.
            Na sexta-feira o clima na escola estava descontraído, nenhuma prova e os alunos estavam combinando de ir ao Shopping, tomar um lanche ou dar uma volta, ou assistir um filme. Todos estavam bem empolgados, até convidaram alguns professores para saírem juntos.
            Daniel era o mais animado para sair na sexta-feira à noite, mas sabia que teria que enfrentar o Pai para sair do castigo, ele iria apelar para a mãe, era uma saída. Ele queria ficar o tempo necessário para se divertir e é claro, conversar com a aluna nova.              Já a Juliana não poderia voltar tarde pra casa, pois no sábado de manhã tinha um compromisso com alguns amigos da igreja, eles iriam apresentar uma peça de teatro na praça. Ela convidou a turma toda para assistir, uns falaram que tinham outra programação, outros disseram que não sabiam se iriam e outros confirmaram presença.
            Maria estava alegre, pois essa seria a oportunidade de conhecer os colegas da classe fora da escola, ela poderia fazer novas amizades e se enturmar mais com a galera da sala de aula. Combinaram às sete horas na entrada principal do shopping.
Na frente da escola tinha algumas meninas combinando o que iriam usar, outras falando sobre os paqueras atuais e outros tentando arrumar carona para irem e voltarem do shopping, pois sem carona não teria negociação com os pais.
            É claro, sempre tem aqueles que não podem por diversos motivos, “ minha mãe não deixa” , “ não posso, tenho que estudar”, “estou sem grana” e assim vai. Mas parecia que dessa vez todos estavam bem empolgados e vamos dizer que 90% dos alunos do 2º ano do colégio Estudar estariam no shopping.
            Para Daniel essa seria a chance dele conversar com Maria, para Juliana uma ótima oportunidade de se aproximar de alguns e falar sobre seu maior tesouro, para Maria o lugar certo para fazer novas amizades.
            Esses três tinham motivos para sair sexta-feira à noite.
            Daniel foi para casa  e em todo o caminho veio pensando como falaria com o pai, almoçou primeiro e depois arriscou uma conversa. Além do shopping sexta, no sábado iria ter o aniversário da Ana e o pessoal iria aproveitar para comemorar. A situação não era nada boa para ele, mas tinha que arriscar. Então foi conversar com o pai na esperança de conseguir uma concessão ao castigo.
- Pai. Chamou-o meio desconfiado, até porque tinha ficado a semana toda sem conversar diretamente com ele, as poucas palavras que trocaram foram tudo bem, oi e mais nada.

 - Fala Daniel. O pai estranhou a aproximação do filho e esperou para saber o que ele queria.

- É... é que... Daniel não sabia como começar, estava com medo.

- Fala logo Daniel. Respondendo de forma irritada.
A mãe do Daniel, Ana Maria, estava na cozinha preparando um lanche para a família  e ouvindo a conversa do filho com o pai.
- É que eu queria pedir desculpas por aquele dia, da maneira como eu falei com você e tudo mais, eu estava pensando em outra coisa, me alterei um pouco. Falou meio sem graça, até porque ele sabia que iria pedir outra coisa em seguida e não sabia como o pai iria reagir ao pedido de desculpa, depois que soubesse que ele queria sair à noite.

- Está perdoado. Houve uma pequena pausa. Daniel ficou feliz, já estava quase saindo quando o pai começou  falar novamente.
- Mas está na hora de mudar algumas coisas em casa. Daniel olhou para o pai, pensando o que deveria mudar e até sentou na poltrona perto da cadeira dele.
Ana Maria saiu da cozinha enxugando as mãos em um guardanapo de pano e foi ouvir as mudanças que seriam propostas pelo Miguel.
- É o seguinte Daniel, a partir da próxima semana você vai ajudar na igreja, vai ajudar a concertar as coisas por lá, fazer serviço de banco, limpar e outras coisas que aparecerem por lá, você já vai fazer 17 anos e já está na hora de ter mais responsabilidades. Ele falava olhando para os papéis que estavam sobre a mesa.

- Mas, eu tenho que estudar pai. Contestou e ao mesmo tempo olhou para a mãe que estava em pé sem dizer uma palavra.

- Você vai trabalhar três vezes por semana e 3 horas por dia, não vai atrapalhar os seus estudos e dessa forma vou começar a te dar uma mesada. Pr. Miguel estava tranqüilo e já tinha planejado isso com a esposa que aprovou a idéia.

- Mesada! Isso animou ao Daniel, pois sempre que precisa de dinheiro tinha que pedir ao pai e a conversa era longa.
            Fez-se dois minutos de silêncio, até que o pai falou - Concorda? Daniel pensou o que poderia responder, ele queria muito sair à noite e sabia que se estragasse alguma coisa seus planos iriam desabar e respondeu.
- Tudo bem, eu aceito. Como se estivesse resolvendo a sua vida naquele momento.
- Que bom, começa na segunda-feira. Afirmou o pai que continuou olhando para os papeis.
            Daniel continuou sentando na poltrona ao lado do pai, por mais dois minutos, até que o pai se virou e perguntou:

- Tudo bem? Quer falar mais alguma coisa?

- Não, quero dizer, quero. É que todos da sala vão ao shopping hoje...

            O pai começou a entender o pedido de desculpas...
- E eu queria saber, se é possível, assim, se não tiver problemas, de sair do castigo e ir lá hoje?
            O pai ficou olhando para o Daniel e muito decepcionado, tirou os óculos, olhou bem para o filho, abaixou a cabeça, inspirou o ar profundamente, depois se levantou, foi até a cozinha, passou pela esposa, olhou para ela incrédulo e pegou um pouco de água, voltou e olhou para o filho que estava ansioso por uma resposta.

- Por alguns minutos eu fiquei orgulhoso de você, pensei que estava fazendo a coisa certa, mas não...

- Não, pai eu...

- Não me interrompa, só escute... O Senhor Miguel falou baixo e devagar e seu rosto ficou vermelho.
            Daniel percebeu que havia estragado tudo, ele ficou pensando na turma, no cinema, no lanche e na Maria. Tinha prometido para todos que iria, até tirou sarro daqueles que falaram que não iriam porque os pais não deixariam e agora não iria pelo mesmo motivo.

- ... você está de castigo Daniel, e você não escutou nada do que eu falei. O pai suspirou e falou uma última frase.

- Espero que você aprenda que pedir perdão não é pedir favor, é um arrependimento genuíno, verdadeiro e não somente para conseguir algo em troca. Terminou, e não falou mais nada, ficou olhando para o Daniel esperando alguma reação.

            Daniel se levantou olhou para o pai com raiva, depois para a mãe que ao se calar estava concordando com tudo e sem dizer nada foi para o quarto, bateu a porta o mais forte que podia e ficou lá, mudo, até sua mãe chegar. Depois de meia hora a mãe de Daniel foi até o quarto para conversar com ele.
            - Daniel. A mãe o chamou.
- Oi mãe. Abrindo a porta para ela entrar.
Ela entrou, deu uma olhada no quarto. – Precisamos arrumar essa bagunça, Daniel.
- Mãe, a senhora não veio aqui para falar da minha bagunça!
- Também. Não estou falando somente da bagunça do seu quarto Daniel, mas da bagunça da sua vida. O que está acontecendo? Você está brincando com Deus, com seu pai. Estou ficando...
- Mãe, chega! Se quiser me ouvir e me ajudar, tudo bem. Agora, se você veio para me aplicar um bonito sermão, sobre Deus, e etc. Não quero ouvir. Já tenho os meus problemas que são muitos. E pelo o que percebi você já sabia do plano do papai, pois se não soubesse teria falado alguma coisa na sala.
- Muitos problemas... ela balançou a cabeça, ela sabia que era hora de deixá-lo sozinho e saiu do quarto.
            Daniel ficou muito mal, nunca tinha falado assim com sua mãe, sabia que ela era uma pessoa sensata que sempre ouvia suas reclamações, mas dessa vez ela estava do lado do pai. Na verdade Daniel não conseguia ver os erros sucessivos que vinha cometendo ultimamente, ele se defendia o tempo todo e queria alguém do lado dele para apoiá-los nas decisões.
            No quarto ele ficou um tempão ouvindo música pelo MP3, depois foi para frente do computador, havia vários e-mails falando do passeio ao shopping, mas ele não queria ler nenhum deles. A única coisa que conseguiu escrever foi um twitter: que droga de vida.
Durante a semana tinha conversado bastante com a Maria por e-mail, ele falou sobre os colegas de classe, ela disse como era a escola onde estudava, ele contou sobre seus pais, mas omitiu a informação de que ele era pastor e ela contou sobre sua família.
            Uma das informações sobre a família de Daniel deixou Maria muito interessada, a irmã de Daniel estava nos Estados Unidos, estudando. Mas como esperado, não disse o que ela estava estudando.
            A irmã de Daniel, Mariana, estava estudando teologia, ela tinha aulas de dança, música e estudava muito a bíblia. Daniel sabia que a irmã tinha um dom para as artes. O irmão de Daniel era casado e então falou pouco sobre ele para Maria.

            Depois da desastrosa conversa com seu pai, e de conseguir ver os e-mails, percebeu que tinha recebido um e-mail da Maria e de mais 5 meninas que queriam conversar com ele e estavam perguntando se poderiam ter um tempo de bate-papo no shopping. Mas ele não respondeu nenhum.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

8ª parte - Estamos correndo atrás do vento

Estamos correndo atrás do vento

Maria

            Uma sonhadora! Essa palavra define a aluna nova da escola. Os pais a matricularam nessa nova escola, pois queriam que a filha estudasse mais e acreditavam que ali, na escola Estudar, o ensino era mais “forte”. Maria aceitou a ideia, pois um dos seus sonhos era realizar uma grande viagem pela Europa e seu pai deixou claro que ela só viajaria se passasse no vestibular. Ela chegou a contestar o pai, mas num tom baixo, sem coragem de olhá-lo nos olhos, até chegou a pensar “para que passar no vestibular se eu vou viajar?” Mas, é claro não disse isso ao seu pai, ela não teria coragem. Então ela concordou em estudar para passar no vestibular.
            O pai só aceitou o acordo, pois pensava que se Maria passasse no vestibular iria desistir da viagem. Só que ela estava decidida em viajar e dessa vez a teoria do Seu Jorge estava errada.
            Além de sonhadora, Maria também era determinada e não desistia dos seus sonhos e metas facilmente. Não era tão organizada com suas coisas, algo que deixava sua mãe muito brava e a sua desorganização era o único motivo de briga entre elas.
            Sua mãe chegou até a falar para ela no meio de uma discussão: “como você vai conseguir sobreviver em outro país sozinha no meio de tanta desorganização, com certeza você terá problemas”. Maria sabia que a mãe tinha razão e ela precisava melhorar, mas odiava quando a mãe falava com ela assim.
            Sua rotina era acordar de manhã para ir à escola, almoçar, estudar 3 horas por dia, passar uma ou duas horas sonhando com a viagem, vendo sites, hotéis, lugares para visitar, pessoas que moram lá para conversar e planejar todo o roteiro, ela já tinha feito isso umas 100 vezes sem exagero, mas continuava pensando em novas alternativas e lugares. A noite sempre revisava a matéria do dia e tentava ir mais longe para estar a frente dos outros e se sobressair. Uma verdadeira “Nerd”.
            O primeiro dia de aula na escola “Estudar” fez mudar um pouco o ritmo das coisas, estava atrasada com a matéria de biologia, conhecer o Daniel fez com que ela parasse de pensar tanto na viagem e começou a pensar nele. Ela não queria ficar pensando no Daniel, não queria perder o foco das coisas que estava determinada em fazer, mas, às vezes, de vez em quando, assim como quem não quer nada estava ela olhando para o nada e pensando no sorriso, nos olhos... “para com isso Maria, você precisa estudar e planejar sua viagem”, dizia para si mesma se concentrando outra vez.
            A mãe de Maria, D. Miriam, trabalhava o dia todo fora, o pai também, Sr. Jorge Linhares, segundo a avaliação da família ela era uma menina responsável e por isso desde os 12 anos ficava sozinha em casa e nunca aprontou nada que pudesse perder a confiança dos pais, ta certo que ela já havia quebrado alguns copos, sujado a parede de tinta e até chegou a manchar o sofá, porém nada que fizessem seus pais ficarem muito preocupados.
            Ela se considerava adulta, esperta e até inteligente em algumas matérias, amava música, essas músicas que todos os adolescentes gostam, nada fora do normal. Ligava-se em moda e eletrônicos estava sempre conectada no twitter, lendo as novidades dos cantores preferidos e dos amigos era cuidadosa em postar mensagens, e esse cuidado vinha dos conselhos insistentes da sua mãe em relação à internet. Muita coisa ela sonhava em ter, outras os seus pais compravam para presentear a filha dedicada e por muitas vezes, mimada.
            Os sonhos dessa garota de 17 anos eram grandiosos, altruísta desde pequena, ela queria ir à África, trabalhar em um orfanato, sempre se ligou em trabalhos voluntários, além disso, gostava de ler e escrevia algumas coisas, mas nunca teve coragem de mostrar a alguém.
            Naquele dia, o primeiro dia de aula, quando chegou a casa, largou suas coisas em cima da cama e foi se trocar, tirou o uniforme, jogou-o sobre a cadeira próxima a mesa do computador, jogou os tênis debaixo da cama e o relógio na mesa.
            “Vou escrever para a Juliana, começar a fazer amigos neh!” falou para si mesma enquanto ligava o computador. Abriu a caixa de e-mail, olhou para saber se tinha uma mensagem nova, mas nada. “Nossa, ninguém me escreveu da outra escola”, fez um bico, franziu a testa e se levantou para fazer algo para comer.  Indo em direção a cozinha ela pegou o seu celular e tuitou uma mensagem: Primeiro dia de aula na escola #estudar. Conheci uma amiga a Juliana.
            Na cozinha tinha a comida que a mãe havia feito no jantar, esquentou, pegou um pouco de suco na geladeira e foi comer em frente ao computador. Comia, e escrevia um e-mail para a Juliana.
            “Oi Juliana, Tudo bem?
Gostei de te conhecer hoje, fez toda a diferença. Ser aluna nova não é fácil.
Obrigada pela atenção.
Eu gostaria, se você tiver é claro, do e-mail e do MSN do Daniel. Achei ele legal.
Abraço,
Maria”

            Assim que terminou de comer e escrever, já foi se concentrar nos estudos, já tinha trabalho pra fazer, coisas novas para estudar e ainda tinha que correr atrás do prejuízo até porque o pessoal do colégio “Estudar” estava bem mais adiantado do que ela.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

7ª parte - Descobrindo o porquê das coisas

Descobrindo o porquê das coisas

E-mail

            “Oi, Juliana. Tudo bem?
Recebi seu e-mail e fiquei feliz em saber que está estudando a bíblia e que tem dúvidas, isso significa que está aprendendo. Bom, diminuir na nossa cultura não é algo muito bom, até porque todos nos ensinam a sermos pessoas de sucesso, temos que nos destacar e isso significa crescer. Mas o que as pessoas não entendem é que diminuir para Jesus crescer em nós é como se eu falasse, ‘Jesus se destaque por meio da minha vida e que você receba a glória’, pois a graça de Deus cresce e o poder humano diminui, quantas vezes nos pegamos fazendo coisas que não queríamos, não é verdade?
 Quando quero diminuir estou falando que não quero viver de forma egoísta, mas que dependo de Jesus, que não quero fazer as coisas segundo a minha vontade, mas segundo a vontade dEle.
Você poderia parafrasear essa mensagem: Jesus que as pessoas percebam que tu és aquele que me ajuda em tudo, que sozinha não conseguiria, mas quando você aparece em mim e eu me escondo isso é bom, pois as pessoas vão conhecer o teu amor.
Leia também o salmo 51 Ju, ele mostra como Davi dependia do Senhor para todas as coisas, e Davi sabia que sozinho ele só fazia coisas erradas.
Peça para o Senhor te ajudar a entender a palavra e ser alguém que deixa Jesus crescer em você.
Acho que respondi suas três perguntas, qualquer dúvida me mande um e-mail.

Beijos,

Pâmela.”

            Juliana leu o e-mail da Pâmela e voltou a ler toda a passagem onde estava escrito “É necessário que ele cresça e que eu diminua” e pôde perceber na história, um homem chamado João Batista e era quem falava essas coisas.
Então ela entendeu que João explicava ao povo que ele não era importante, mas estava falando de alguém muito importante: Jesus.
            Depois foi ler o salmo 51, como Pâmela havia indicado no e-mail. Ela se surpreendeu em ler a declaração de Davi, suplicando pelo perdão de Deus e também declarando que necessitava Dele para viver e ser perdoado. Esse amor por Deus era algo novo para Juliana, ela gostava de ver as pessoas declarando sua fé sem medo e de verem como ficavam felizes quando estavam orando ou louvando.
            Todos os dias ela aprendia algo novo e tudo era extraordinário, recebia as novidades com intensa alegria e com um desejo de compartilhar essa alegria com sua família e seus amigos. Com os amigos ela tinha mais liberdade de falar da transformação que estava acontecendo na vida dela, mas com os pais ela ainda tinha medo.
            O medo de Juliana era de ser repreendida pelos pais, de que eles não a deixassem ir à igreja ou estar com os amigos “Cristãos”. Então, o medo a calava e ela não contava a eles toda a alegria que estava sentindo e as mudanças pelas quais estava passando.
            Mas enquanto Juliana ficava quieta com medo, seus pais conversavam sempre comentando as mudanças na vida dela, no comportamento, nos estudos, e como esse novo comportamento deixava eles felizes. A mãe de Juliana, D. Miriam, por várias vezes tentou falar isso para a filha o quanto eles estavam felizes em ver como ela tinha mudado. E eles queriam conhecer o lugar onde sua filha estava indo todos os finais de semana e que a deixava tão feliz.
            Porém, estavam esperando um convite dela.
            Juliana acabou de ler o salmo 51 e respondeu o e-mail da Pâmela:

“Obrigada Pam.
Com certeza logo, logo estarei enviando outras perguntas.
Beijos,
Ju”

            E, antes de desligar o computador passou pelo facebook, escreveu a frase que tinha chamado a atenção dela no status e voltou para atualizar o e-mail e viu que recebeu mais uma mensagem, pensou que fosse da Pâmela, mas era da Maria. Elas tinham trocado e-mails na escola para conversarem um pouco mais e para a Juliana ajudá-la nos estudos, pois a Maria ficou perdida na aula de biologia.
            O e-mail dizia que a Maria tinha ficado muito feliz de conhecê-la e isso a ajudou a se enturmar com o pessoal, ela agradecia e no final pediu o MSN do Daniel. “Daniel! Não acredito que a Maria gostou dele? Ele é até um bom amigo, mas se acha, coitada!” Leu o pedido espantada, não acreditava como uma menina tão legal e inteligente pudesse gostar do Daniel. Mas resolveu responder e passar para a nova amiga o endereço do MSN dele. Para Juliana, Maria perdeu alguns pontos. Será que ela era mais uma daquelas meninas que não pode ver um garoto bonito que já sai correndo atrás? Isso a deixou preocupada.

            Respondeu o e-mail para Maria e mandou o seu link para o facebook e o twitter, assim elas poderiam estar conectadas o tempo todo e saberem das novidades em tempo real.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

6ª parte - Ousadia e Coragem

Ousadia e coragem

Muita pressão!

            Daniel Bruneti era um menino de 1,80 metros, moreno, o cabelo castanho escuro com o corte da moda, olhos castanhos claros, usava jeans e camiseta com a manga curta. Gostava de mostrar que praticava esportes e tinha o braço sarado. Ele se mostrava seguro de si em alguns momentos, mas tímido em muitos outros, se preocupava com as pessoas a sua volta, mas não admitia um erro, seus defeitos eram sempre justificados pelos erros dos outros: pais, amigos, professores. Dificilmente pediria perdão. Mas não gostava de ver alguém sendo injustiçado e queria prontamente resolver tudo da maneira que achava certo, do jeito dele. Raramente pedia conselho. Com esse ar de tímido, sedutor e esquentado em algumas vezes era alvo de muitas críticas.
            Daniel também precisava agüentar a pressão em casa. Ele é filho do pastor Miguel Sanches, tem uma irmã, ela é 3 anos mais velha que o Daniel e mora fora, está passando uma temporada nos EUA, estudando e trabalhando, ela é a doce Mariana. E um irmão que já está casado há 2 anos, o ponderado Pedro que esse ano completa 24 anos.. Ele é o mais novo, e no julgamento do pai o mais rebelde, como Diria o Pastor Miguel – Que difícil esse menino.
            Para Daniel era difícil mesmo, tinha que cumprir várias regras e agüentar a máxima de sempre: - você é filho de pastor, tem que dar o exemplo. Ele não queria dar o exemplo e não pediu para ser filho de pastor. Era assim que ele pensava, mas o que ele pensava não ajudava muito.
            Na verdade Daniel estava confuso que caminho seguir, e para ele parecia que os outros colegas da sua idade não precisavam pensar nisso, eles iam vivendo sem se preocupar no como. Um dia ele queria muito abrir o coração e ser o que ele chamava de “perfeito”, em outro momento queria jogar tudo pro ar e não se importar com nada e com ninguém. Contudo os pensamentos invadiam sua mente e vinham como um tsunami e não sabia o que fazer.
            Depois de conhecer a Maria e de tentar disfarçar que já estava interessado nela na saída do colégio, o Pai de Daniel foi buscá-lo.
            - Como foi o dia na escola, tudo bem?.
            - Tudo. Respondeu Daniel, indiferente ao pai, olhando para fora do carro e com jeito de quem não quer conversar. O pai olhou e percebeu que o filho mostrava uma fisionomia diferente, como nunca ele tinha reparado, mas não soube identificar o que era, não parecia problemas, mas era estranho.
            - Você precisa fazer a arte do logo para a festa Daniel. Estou precisando disso! Ele foi falando enquanto estacionava o carro na garagem de casa.
            - Eu vou fazer pai. Daniel pega sua mochila, desce do carro e grita - To com fome mãe.
            O Senhor Miguel olha para o filho e fica preocupado, mas espera, dando um voto de confiança.
            - O almoço está quase pronto, espera cinco minutos. A mãe responde e olha pra ele - Ta tudo bem?
            - Tá, por quê?
            - Você está diferente hoje. A mãe olha desconfiada de que aconteceu alguma coisa. Daniel sorri para a mãe e vai para o quarto colocar sua mochila.
            Ele sabe que está acontecendo alguma coisa, e ele não para de pensar nela, na Maria. Quando entra no quarto, senta na cama, fica paralisado por alguns segundos, lembrando do rosto, do cabelo, do sorriso.
            - Como será que ela é? fala em voz alta.
            - Quem Daniel? Pergunta sua mãe que tinha ido ao quarto falar que o almoço já estava pronto. Aliás, sua especialidade era chegar nos lugares sem ser percebida e com isso sempre ouvia mais do que o necessário, não fazia por mal, mas isso irritava  Daniel e os outros filhos também. Ana Maria era calma e perspicaz, conseguia entender o que estava acontecendo olhando nos olhos da pessoa. Ficava boa parte do dia em casa, mas realiza trabalhos com as mulheres na igreja 3 vezes por semana ensinando-as a fazer trabalhos manuais. Era conselheira e amiga.
            - Ah! Nada mãe, estou falando bobagens. Ela olhou para o filho, sabendo que tinha coisa errada, mas começou a entender o errado da história e diz - O almoço está pronto.
            Depois do almoço, Daniel sempre gostou de dormir e logo depois precisava estudar, mas estudar não é o que ele gostava de fazer, mas era a obrigação dele, como dizia seu pai.
            Daniel estava revirando as páginas de um livro quando o pai chegou ao quarto.
            - Daniel você fez a arte pra mim? Dessa vez a pergunta não saiu num tom amigável, mas como cobrança.
            - Ainda não pai. Daniel responde ao pai como se fosse obvio que ele ainda não tinha feito, pois estava estudando
            - Eu preciso dela, se você não puder fazer me fala que eu peço para outra pessoa. Falou, perdendo a paciência.
            - Eu não falei que vou fazer, espera um pouco, eu “to” estudando. Ele responde gritando e no mesmo momento percebe que fez uma burrada. Há um silêncio no quarto, Daniel até queria pedir desculpas no mesmo momento, mas ficou quieto.
            O Pai pensou um pouco nas palavras, e soltou.
            - Daniel você está de castigo, falou devagar e muito bravo, esse final de semana não vai sair, eu só te fiz uma pergunta, você não pode falar comigo em meio aos gritos, não é mais para fazer a arte, pois não quero que alguém a faça com tanto rancor, vou pedir a outra pessoa que eu tenho certeza, fará com muita vontade. Encerrou o pai que estava com vontade de pegar a varinha e bater em Daniel.
            - Mas pai, nós vamos para  a pizzaria...
            - Castigo Daniel, assunto encerrado. O Senhor Miguel saiu do quarto e foi conversar com a esposa.
            - Que raiva, não vou ao aniversário da Ana. Por que eu fui falar daquele jeito? Que raiva, meu pai nunca entende. Ele pensa que é o que?
            Daniel olha para o computador que está a sua frente, olha os cadernos, tem vontade de esmurrar alguma coisa, verifica se tem alguém no MSN e percebe que alguém quer te adicionar, ele olha o nome da pessoa e o coração palpita mais forte quando lê “Maria”.a em casa, mas realiza trabalhos com as mulheres na igreja 3 vezes por semana ensinando-as a fazer trabalhos manuais. Era conselheira e amiga.
            - Ah! Nada mãe, estou falando bobagens. Ela olhou para o filho, sabendo que tinha coisa errada, mas começou a entender o errado da história e diz - O almoço está pronto.
            Depois do almoço, Daniel sempre gostou de dormir e logo depois precisava estudar, mas estudar não é o que ele gostava de fazer, mas era a obrigação dele, como dizia seu pai.
            Daniel estava revirando as páginas de um livro quando o pai chegou ao quarto.
            - Daniel você fez a arte pra mim? Dessa vez a pergunta não saiu num tom amigável, mas como cobrança.
            - Ainda não pai. Daniel responde ao pai como se fosse obvio que ele ainda não tinha feito, pois estava estudando
            - Eu preciso dela, se você não puder fazer me fala que eu peço para outra pessoa. Falou, perdendo a paciência.
            - Eu não falei que vou fazer, espera um pouco, eu “to” estudando. Ele responde gritando e no mesmo momento percebe que fez uma burrada. Há um silêncio no quarto, Daniel até queria pedir desculpas no mesmo momento, mas ficou quieto.
            O Pai pensou um pouco nas palavras, e soltou.
            - Daniel você está de castigo, falou devagar e muito bravo, esse final de semana não vai sair, eu só te fiz uma pergunta, você não pode falar comigo em meio aos gritos, não é mais para fazer a arte, pois não quero que alguém a faça com tanto rancor, vou pedir a outra pessoa que eu tenho certeza, fará com muita vontade. Encerrou o pai que estava com vontade de pegar a varinha e bater em Daniel.
            - Mas pai, nós vamos para  a pizzaria...
            - Castigo Daniel, assunto encerrado. O Senhor Miguel saiu do quarto e foi conversar com a esposa.
            - Que raiva, não vou ao aniversário da Ana. Por que eu fui falar daquele jeito? Que raiva, meu pai nunca entende. Ele pensa que é o que?

            Daniel olha para o computador que está a sua frente, olha os cadernos, tem vontade de esmurrar alguma coisa, verifica se tem alguém no MSN e percebe que alguém quer te adicionar, ele olha o nome da pessoa e o coração palpita mais forte quando lê “Maria”.